Nomenclatura científica

Nomenclatura científica

Nomes científicos de animais

Para consultar as regras completas de nomenclatura das espécies, recomenda-se acessar os códigos internacionais que as sistematizam.

Para consultar os nomes das espécies, recomenda-se acessar as bases de dados autorizadas.

Código de nomenclatura científica

Código Internacional de Nomenclatura Zoológica – International Commission on Zoological Nomenclature

Bases de dados para consultar os nomes de espécies de animais

Encyclopedia of Life

Global Biodiversity Information Facility

Animal Diversity Web

World Register of Marine Species (WoRMS)

Integrated Taxonomic Information System (ITIS)

Oxford University Museum of Natural History

Index to Organism Names (ION) – Thomson Reuters

FishBase

Natural History Museum Data Portal

Catalogue of Life

Museum of Comparative Zoology (MCZ/Harvard University)

Entomological Society of America

The Pherobase

Iowa State Entomology Index of Internet Resources

Antbase.org

Illinois Natural History Survey: Insect Collection

Taxonomia

  • Os animais são classificados, por convenção, nos seguintes grupos principais (táxons ou taxa), em sequência descendente: reino, divisão ou filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. Todas essas categorias são nomeadas em latim.

Embora sejam palavras em latim, as categorias de classificação acima de gênero (família, ordem, etc.) são escritas em letra redonda e com inicial maiúscula.

Exemplo:
O reino Animalia é composto por seres vivos pluricelulares.

Em Entomologia, para registrar as categorias acima de gênero (por exemplo, ordem e família) de um determinado animal, segue-se a notação adotada em alguns periódicos (como Austral Entomology, Entomological Society of America e Neotropical Entomology): escrever, entre parênteses, a ordem, seguida de família (ambas as categorias com iniciais maiúsculas), sem destaque e separadas por dois-pontos.

Exemplo:

Essas plantas apresentam um potencial enorme a ser explorado quanto à preservação da fauna de abelhas (Hymenoptera: Apoidea) e à proteção ambiental.

Gênero e espécie

  • O nome científico de animais é uma combinação binária, que consiste do nome do gênero, seguido do epíteto específico (nome da espécie), ambos em itálico. O gênero deve estar com inicial maiúscula, e a espécie com inicial minúscula.

Em textos taxonômicos, o nome científico deve ser seguido do nome de seu autor por extenso e de sua data de publicação (autor e data sem destaque) na primeira vez em que é mencionado no texto.

Exemplo:
Conotracheclus psidii Marshall, 1922

Em textos não especificamente taxonômicos, a exigência de citação do autor varia de acordo com a publicação considerada. A citação do autor somente necessita ser feita na primeira vez. O ano em que foi proposto o nome científico deverá constar se isso for importante, por questões históricas ou outras.

Exemplo:
Aphis gossypii Glover, 1877

  • No caso de mudança de gênero, a citação do autor original deve aparecer junto com a data, entre parênteses; porém, deve-se sempre consultar as bases de dados quanto à nomenclatura.

Exemplo:
Blatella germanica (Linnaeus, 1767)

  • Nas publicações da Embrapa, o nome binário será sempre grafado em itálico, independentemente de eventuais destaques e do tipo gráfico do texto circundante.
  • O conjunto gênero e espécie deve sempre ser grafado por extenso na primeira citação no texto (capítulo ou artigo). Daí por diante, o gênero pode ser abreviado, utilizando-se a inicial maiúscula e o ponto de abreviação, desde que a espécie esteja por extenso (ou seja, com sp. e spp., não se pode usar a abreviatura de gênero).

Exemplo:
Canis lupus Linnaeus, 1758
C. lupus

Se for mencionada uma nova espécie de um mesmo gênero já citado, o nome completo da nova espécie (isto é, o conjunto gênero e espécie) deverá ser grafado por extenso em sua primeira ocorrência.

Exemplo:
Na região, foram identificadas as presenças de Canis lupus Linnaeus, 1758 e Felis silvestris Schreber, 1777. Já Canis latrans Say, 1823 não foi encontrada na área pesquisada. Para o presente estudo, foi selecionada a espécie C. lupus para um detalhado estudo morfológico e fisiológico.

Observação 1: Uma vez adotada a forma abreviada, deve-se mantê-la até o fim do texto. Portanto, deve-se evitar a oscilação entre as formas por extenso e abreviada ao longo de um mesmo texto.

Exemplo:
Na região, foram identificadas as presenças de Canis lupus Linnaeus, 1758, Canis aureus Linnaeus, 1758 e Felis silvestris Schreber, 1777. Já Canis latrans Say, 1823 não foi encontrada na área pesquisada. Para o presente estudo, foram selecionadas as espécies C. lupus e C. aureus para um detalhado estudo morfológico e fisiológico. No caso de C. aureus, observou-se [...]

Exceção: Não se deve usar gênero abreviado quando o nome científico iniciar a frase (mesmo que sua forma por extenso já tenha sido apresentada antes no texto).

Exemplo:
Nesta região, Canis lupus Linnaeus, 1758, Canis aureus Linnaeus, 1758 e Canis simensis Rüppell, 1840 são as espécies mais comuns. Canis aureus é a espécie que tem mais indivíduos catalogados.

Observação 2: Para o uso de nomes científicos (gênero e espécie) em tabelas e figuras, ver Abas Tabela e Ilustração.

Observação 3: Para menção de diferentes gêneros cujas letras iniciais sejam idênticas e cujas abreviaturas possam causar dificuldade de entendimento e falta de clareza, deve-se grafar os gêneros por extenso ao longo de todo o texto.

Exemplo:
Na região, foram identificadas as presenças de Canis lupus Linnaeus, 1758, Canis aureus Linnaeus, 1758 e Chrysocyon brachyurus Illiger, 1815. Já Canis latrans Say, 1823 não foi encontrada na área pesquisada. [...] Esse método de aumento da população de Canis aureus na região teve êxito, atingindo índices superiores aos índices internacionais para Chrysocyon brachyurus e Cerdocyon thous Linnaeus, 1766.

Observações gerais

  • Diante de nome científico, não se deve usar artigo definido (a ou o) e, por consequência, tampouco sinal indicativo de crase:

Exemplos:
As cultivares X, Y e Z são de baixa resistência a Meloidogyne sp.
O objetivo deste trabalho foi identificar espécies de Myrtaceae resistentes a Meloidogyne mayaguensis.

No entanto, se há algum substantivo antecedendo o nome científico, adotam-se as regras gerais para crase.

Exemplo:  
As cultivares X, Y e Z são de baixa resistência ao nematoide Meloidogyne sp.

  • O nome comum de animais deve vir acompanhado da denominação científica binária, quando citado pela primeira vez no texto.

Exemplo:
O cão doméstico (Canis lupus familiaris L., 1758) foi o primeiro a ser classificado no gênero Canis.

Para uso do hífen em nomes comuns compostos, ver aba Hífen.
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