Responsabilidade Socioambiental

 

 

Programa Embrapa & Escola Embrapa Meio Ambiente para 2020

O Programa Embrapa & Escola da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) atende a estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares. O objetivo é divulgar e popularizar conhecimentos sobre a pesquisa científica, especialmente aquela desenvolvida para a agricultura e meio ambiente, responsáveis pela produção e pela qualidade dos alimentos que os brasileiros consomem no seu dia-a-dia.
Para agendar – a escola pode escolher dois temas por visita (cada tema tem a duração de 50 minutos), é preciso informar o nome da escola, pessoa e telefone para contato, quantidade de turmas, série e número de alunos, nome do professor responsável e, se possível, também o número do telefone celular para contato em casos de imprevistos ou emergências. O transporte fica a cargo da escola. As visitas são sempre às quartas-feiras das 9h às 11h. O agendamento pode ser feito por telefone 19. 3311.2608, com Cristina Tordin ou pelo e-mail cristina.tordin@embrapa.br

As turmas devem ter no máximo 40 alunos, acompanhadas por dois professores. Ao final, será solicitada uma redação ou um desenho, de acordo com a série, que deverá ser realizada em sala de aula e enviada para Embrapa Meio Ambiente.

A palestra também poderá ser realizada na escola, se for necessário. Para isso, é preciso agendar com antecedência e informar os dados listados acima.

 

 

 

TEMAS ABORDADOS

Responsável: Laerte Scanavaca Junior

1 - Floresta e o meio ambiente
Busca mostrar a necessidade da floresta para a produção de água, mais especificamente nas matas ciliares e nas reservas legais, necessárias e obrigatórias em todas as propriedades rurais, além da importância da arborização urbana. E, com isso, despertar nos alunos o cuidado que eles devem ter com as árvores e a natureza.

 

2 - Infraestrutura verde
É muito bom passar um tempo no campo, desfrutar do com ar puro, água limpa, sem barulho ou poluição etc., mas sentimos falta do banho quente, comida semipronta comprada facilmente ali na esquina, ar condicionado etc. Temos tudo isso na Floresta de concreto e também, poluição, congestionamento, violência. Como conciliar os dois mundos? A infraestrutura verde pode ser a solução, temos que trazer um pouco da natureza para as cidades. A palestra é sobre os serviços prestados pelas árvores dentro das cidades (diminuição da poluição, diminuição da temperatura, aumento da umidade relativa, diminuição dos riscos de inundação, diminuição dos ruídos etc.).

 

3 - Floresta e a água 

Nos últimos anos o clima vem oscilando fortemente, as vezes temos secas como em 2011 e as vezes inundações, como em 2014. Isso ocorre em todo o mundo mas é mais fácil de notar nas grandes cidades. Qual é o papel da floresta na conservação, regulação e purificação das água? Por que as matas ciliares são importantes. A palestra versa sobre estes assuntos.

 

4 - 4Rs: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar 

A população humana vem crescendo exponencialmente e em função disso estamos acabando com os ambientes naturais para produção de alimentos e moradias. Além disso, a produção de lixo vem aumentando exponencialmente também. Do ponto de vista da Terra não há lixeira, tudo que descartamos polui o ambiente. Em razão disso devemos repensar nossa consumismo, não são necessários 10 pares de sapatos, 15 pares de calças, 30 camisetas etc. Temos que reduzir ao máximo nosso consumismo e tudo que for possível reutilizar, o que não for possível reciclar.

 

5 - Os grandes biomas brasileiros 

O Brasil apresenta seis grandes Biomas: Floresta Amazônica; Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. A palestra discorre sobre as principais característica de cada um deles, bem como o seu processo de formação.

 

6 - Os grandes biomas mundiais 

Quais são os principais biomas mundiais? Quais os processos de formação? Qual a fauna e a flora característica deles? A palestra discorre sobre o processo de formação dos biomas, suas principais características e fauna típica.

 

7 - O Setor Florestal brasileiro

Como e porque surgiu o Setor Florestal Brasileiro. Quais são os números e a importância deste setor para o Brasil. Este é o único Setor do Brasil que foi planejado e executado por brasileiros e alcançou muito sucesso.

 

Responsável: Alfredo Luiz

8 - Pegada ecológica: conceitos e relação com a produção agropecuária 

Será discutido o que é pegada ecológica e serão apresentados os conceitos básicos de território per capita, biocapacidade e contabilidade ambiental. Os conceitos serão abordados com principal atenção à sua relação com a produção agropecuária. Dados do Brasil serão apresentados na forma de gráficos e mapas. Estatísticas oficiais do IBGE serão utilizadas e a forma de acesso a elas será descrita. Será analisada a dinâmica da agropecuária brasileira e como esse fenômeno está intimamente ligado ao tema em discussão. Serão mostrados dados históricos e atuais sobre estatísticas nacionais com foco na produção agropecuária. Serão oferecidos ainda alguns conceitos de sensoriamento remoto agrícola. Na palestra serão abordados aspectos da Pesquisa Agropecuária Brasileira e o papel que o desenvolvimento científico e tecnológico desempenha no cenário da agricultura nacional. Também serão discutidas as ações dos pesquisadores e da Embrapa no âmbito da produção agrícola nacional. Breves descrições do que é a Embrapa como um todo e a Embrapa Meio Ambiente, em especial, serão apresentadas.

 

9 - O Solo: conceito, importância ecológica e seus diferentes tipos de uso (Responsável: Lauro Charlet Pereira)

Serão apresentadas informações teórico-práticas sobre diversos aspectos do Solo, tais como: a sua formação, quais os componentes de sua composição e a organização no seu ambiente natural. Ao mesmo tempo, para uma maior e melhor visão prática do estudo, serão mostrados uma rica coleção de fotos, exibindo diferentes padrões, ou tipos de solos, encontrados em diversas regiões brasileiras. Isto permitirá uma visão clara da diversidade de ecossistemas, bem como a sua importância para a ecologia e para a produção de alimentos.

Como resultado final, espera-se que os alunos obtenham conhecimentos gerais sobre esse recurso natural, abrangendo os diferentes tipos, as principais funções e sua importância ambiental e socioeconômica.

 

10 - Avaliação da qualidade dos solos: noções metodológicas e procedimentos para classificação de áreas, de acordo com sua capacidade de uso (Responsável: Lauro Charlet Pereira)

Considerando que o adequado uso do solo é o primeiro passo para realização de uma agricultura correta e sustentável, será apresentado noções básicas do método de avaliação dos solos, com base no “Sistema de Capacidade de Uso”. Este método prever uma avaliação com foco em dois aspectos principais: conservacionista e econômico. Como resultado final, tem-se grupamentos de solos, ou classes de capacidade de uso, que são em número de oito (08), convencionalmente designadas por algarismos romanos: I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII, as quais permitem um planejamento de uso agrícola dos solos, dentro dos princípios de sustentabilidade e qualidade ambiental.

 

11 - Serviços ambientais e serviços ecossistêmicos: conceitos e importâncias ecológica e socioeconômica (Responsável: Lauro Charlet Pereira)

Serão apresentados os principais conceitos, assim como a importância referentes aos serviços ambientais e serviços ecossistêmicos. Também serão apresentados e discutidos as diferentes categorias de serviços, correspondentes à provisão,  regulação, culturais e de suporte. Além dos exemplos para cada tipo de serviço, com as suas respectivas importâncias para o meio ambiente e para a vida humana, serão abordado um conjunto de termos, tais como: sustentabilidade, variabilidade, resiliência, pegada ecológica, recursos bióticos e recursos abióticos, ecossistemas, dentre outros), visando oferecer maior embasamento para a compreensão das discussões sobre o meio ambiente.

 

12 - Erosão do solo nas cidades e seus impactos econômicos, sociais e ambientais  (Responsável: Lauro Charlet Pereira)

A intensa expansão dos centros urbanos tem afetado negativamente os recursos naturais. De acordo com o IBGE, a partir de 1970 houve uma forte urbanização da população brasileira, e o solo é um dos elementos da paisagem que mais sofre pressão. Este recurso, quando usado ou manejado indevidamente, tem na erosão um dos principais vetores de degradação, destruição e prejuízos, inclusive com riscos à vida animal e humana (enchentes, inundações, deslizamento de terras e outros impactos ambiental, social e econômico na zona urbana). A palestra é baseada em textos simples, acompanhados por uma rica variedade de fotos e ilustrações, facilitando a compreensão de conceitos, tipos de erosão, principais causas e consequências, além da sugestão de medidas para erradicar ou mitigar os impactos.

 

13 - Erosão do solo na zona rural: conceitos, fatores de riscos e práticas conservacionistas     (Responsável: Lauro Charlet Pereira)

O solo é um recurso natural básico, importante no equilíbrio ambiental e nos diferentes setores empresariais e da vida humana, como: produção de alimentos, moradia, recreação e construção civil, planejamento rural e urbano, dentre outros. Este recurso, quando usado ou manejado indevidamente, tem na erosão um dos principais vetores de degradação, destruição e prejuízos, com graves impactos econômicos, ambientais e sociais na zona rural (arraste de solo, baixa produção agrícola, diminuição de renda da propriedade e êxodo rural, além do comprometimento da qualidade e quantidade de água, principalmente).

 

14 - Educação ambiental como indutora de práticas e hábitos saudáveis ao meio ambiente e à qualidade de vida (Responsável: Lauro Charlet Pereira)

A educação ambiental pode mudar hábitos, transformar situações do planeta terra e proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas. Essa prática educativa deve ocorrer de forma consciente, onde cada indivíduo sinta-se responsável por ações preventivas e corretivas, visando a adequada conservação dos recursos naturais e melhoria da qualidade de vida. A abordagem sobre o tema será feita em linguagem simples e objetiva, com ricas ilustrações, a fim de facilitar a compreensão sobre o assunto. Além dos aspectos teóricos, serão apresentados filmes educativos, exibindo diferentes ecossistemas (água, solo e vegetação, dentre outros) e condutas pessoais, que servem de base para discussões, reflexões e ampliação de consciência conservacionista.

Oficina do tema 14 (opcional)

Poderá ser realizada oficina, apoiada nas vivências dos alunos e/ou dos fenômenos que ocorrem a sua volta, buscando internalizar elementos necessários ao aprendizado das questões ambientais.

 

15 - Agricultura familiar de base ecológica: a abordagem territorial (Responsável: Lucimar Santiago de Abreu)

A história social da agricultura familiar será apresentada de forma sucinta. Em seguida, será caracterizado socialmente o território rural (agricultores, técnicos, Ongs, cooperativas, agroindústrias, etc.), descrevendo didaticamente a sociodiversidade do meio rural. Para tanto será apresentado as concepções (conceitos) de sistemas familiares, caracterizado a partir da estrutura agrícola mas também dos valores sociais e culturais (identidades dos grupos de agricultores/motivações e projetos futuros). Em seguida, discutirá o papel dos grupos sócio profissionais na preservação dos recursos naturais e na produção de alimentos ecológicos. Mostrando que a relação com os recursos naturais também é fruto das percepções dos produtores e agentes de desenvolvimento local. Finamente, conclui se a palestra com o balanço das perspectivas de desenvolvimento para a agricultura familiar.

Nesta palestra deverá ser apresentado fotografias de experiências sociais agroecológicas para ilustrar o conteúdo e dar visibilidade real a sociodiversidade.

 

16 - Microbiologia Ambiental (Responsável: Elke Vilela, Gabriel Mascarin e Rosely Nascimento)

Na apresentação do Laboratório de Microbiologia Ambiental, iniciaremos com os alunos uma discussão sobre onde podem ser encontrados micro-organismos no ambiente, levando-os a concluir que os micro-organismos estão em todos os lugares: associados a plantas, livres no solo, compondo a microbiota abrigada pelo corpo humano, animais, e até mesmo em ambientes de características extremas quanto a temperatura e umidade. Será mencionado o papel dos micro-organismos na produção de alimentos, remédios e energia, bem como a ação dos causadores de doenças, podridão em alimentos, e oportunistas. A partir da compreensão quanto ao crescimento das culturas e quanto ao tamanho das células e das colônias, serão abordados os equipamentos necessários para visualização, manipulação, cultivo e inativação de micro-organismos. Por fim, serão brevemente relacionadas as atividades desenvolvidas no Laboratório de Microbiologia Ambiental, quanto à origem das amostras coletadas e os grupos microbianos isolados.

 

17 - Biodiversidade, controle biológico de pragas e sustentabilidade (Responsável: Artur Jordão de Magalhães Rosa)

**Nesse tema, as crianças podem sair em uma caminhada para conhecer e sentir um pouco da biodiversidade do local, acompanhado do pesquisador, que vai explicando pelo caminho.

A preocupação com a preservação ambiental aumentou significativamente nas últimas décadas conforme as indicações de alterações climáticas em nível mundial começaram a ficar evidentes.

A produção e consumo desenfreados de combustíveis fósseis, o desmatamento das florestas, a produção em larga escala de lixo doméstico e resíduos industriais, lançados no ambiente frequentemente sem tratamento, além do uso inadequado de fertilizantes e agroquímicos na produção de alimentos, vem contribuindo negativamente para a “saúde” do planeta.

Podemos afirmar que a necessidade de aumento crescente na produção de alimentos, e também as outras atividades humanas, criam oportunidade para o aparecimento de pragas e doenças da agricultura, muitas vezes resistentes aos defensivos existentes.

O controle biológico de pragas é um fenômeno natural em que a abundância de um organismo é regulado pelos seus inimigos naturais (parasitas e predadores) por mecanismo de controle por densidade recíproca. Atualmente, o controle biológico adquire importância crescente em programas de manejo integrado de pragas, em que diferentes métodos de controle como o biológico, uso de cobertura verde, diversificação e rotação com culturas e variedades resistentes são empregados de maneira combinada para minimizar os prejuízos.

Alguns exemplos de organismos (fungos e vespas) empregados no controle de nematoides, como o nematoide das galhas (Meloidogyne incognita) e lagartas, como a lagarta da espiga do milho (Helicoverpa zea e H. armigera), serão apresentados.

O objetivo é divulgar conhecimento e pesquisa, especialmente aquela produzida na Embrapa. Como resultado final da palestra, espera-se que os alunos obtenham conhecimentos gerais sobre os temas Biodiversidade, Controle Biológico de Pragas e Sustentabilidade, além de aplicações e sua importância econômica e socioambiental.

 

18 - Sistema de bioflocos para produção de tilápias (Responsável: Hamilton Hisano)

Será apresentado, aos estudantes, em forma de palestra, o sistema de bioflocos - tecnologia sustentável para produção de juvenis - o peixe é considerado juvenil quando apresenta suas estruturas morfológicas semelhantes a os adultos.

Isso pode trazer várias vantagens como aumento da produtividade e produção com troca mínima de água, melhoria na qualidade da água e redução dos custos com alimentação, uma vez que a tilápia nos estágios iniciais possui boa capacidade de aproveitamento do alimento natural.

O desafio atual para o aprimoramento dos sistemas intensivos de produção está baseado na diminuição do uso da água para renovação e manutenção de sua qualidade e redução da emissão de efluentes, que consequentemente proporciona menor impacto ambiental.

O princípio fundamental desse sistema é a reciclagem de nutrientes, por meio da manutenção de uma alta relação carbono/nitrogênio na água, que estimula o crescimento de bactérias heterotróficas que convertem amônia em biomassa microbiana, possibilitando ainda, a manutenção da qualidade da água e redução do seu uso, altos índices de produção e produtividade, e diminuição dos custos com a alimentação, já que os bioflocos podem alcançar níveis de proteína bruta de até 50%.

 

19 - A carreira científica: um exemplo na pesquisa agropecuária brasileira (Responsável: Alfredo Luiz)

Será discutido o que é ser um pesquisador científico, como se chega lá e o que se faz no dia a dia. Na palestra serão abordados aspectos da Agropecuária Brasileira e o papel que a Pesquisa Científica desempenha no cenário da agricultura nacional. O papel da pesquisa e dos pesquisadores, bem como da Embrapa, no alcance desses resultados será destacado. Breves descrições do que é a Embrapa como um todo e a Embrapa Meio Ambiente, em especial, serão apresentadas. Serão mostrados dados históricos e atuais sobre estatísticas nacionais com foco na produção agropecuária. Alguns resultados de pesquisa serão apresentados e discutidos. Assuntos como a importância da água para a atividade agrícola e o possível conflito com os demais usos urbanos e industriais serão dados como exemplo de demanda e oportunidade para a pesquisa. Ao final, será discutida a necessidade de se enfrentar o dilema entre temas complexos como o uso de agrotóxicos, desmatamento, conflitos agrários e mudanças climáticas, por um lado, com a geração de empregos, geração de divisas, produção de alimentos e combustíveis renováveis, por outro.

 

20 - A polinização: um benefício da natureza! (Responsáveis: Katia Braga e Ricardo Camargo)

A polinização é um processo fundamental para a reprodução das plantas e para a produção de alimentos, sementes e fibras, e as abelhas são, na maioria dos casos, os principais polinizadores. No Brasil, que abriga ¼ de todas as espécies de abelhas existentes no mundo (cerca de 5.000), os agricultores, de um modo geral, se beneficiam da polinização gratuita realizada por elas, garantindo a produção de frutas, verduras, legumes e grãos. Contudo, atualmente, existe uma deficiência na polinização de muitas culturas agrícolas devido a uma redução na abundância e na diversidade de abelhas. Essa redução é promovida, principalmente, pela destruição do ambiente natural, que diminui a oferta de alimento para as abelhas e de locais para a construção de ninhos, e pela aplicação de agrotóxicos, que afeta o seu comportamento de polinização e pode levá-las a morte. A Embrapa Meio Ambiente possui um meliponário onde são criadas, mantidas e estudadas diversas espécies de abelhas sem ferrão, as abelhas sociais nativas do Brasil. As abelhas sem ferrão constituem o grupo de insetos generalistas mais bem sucedido nas florestas tropicais úmidas, com grande abundância e diversidade, ocorrendo também em áreas rurais e urbanas. É fundamental conhecer as abelhas para garantirmos sua conservação e assegurarmos a manutenção das nossas matas e da produção de alimentos.

Para que a visita ao meliponário possa ocorrer durante esta atividade, o agendamento das escolas deve ocorrer de fevereiro a abril e de outubro a dezembro; além disso, para um melhor aproveitamento pelos estudantes, o ideal são 20 alunos para cada visita.

 

21. A ciência dos insetos aquáticos (Responsável: Kathia Sonoda)

O trabalho baseia-se em informações obtidas por meio dos insetos aquáticos, que de acordo com suas proporções (de indivíduos taxonômicos ou de categorias alimentares) na comunidade, em determinadas situações, indicam a qualidade do ecossistema.

A aprender é muito prazeroso, e também uma evolução constante. Há tantas coisas que o homem conseguiu entender o funcionamento e, em muitos casos, criou mecanismos mecânicos, computacionais, remédios e hipóteses baseados nas pesquisas suas ou de outros.

Os insetos aquáticos vivem em praticamente todos os ambientes aquáticos ao redor do Globo, há espécimenes que conseguem sobreviver em ambientes desérticos, outros em ambientes com temperaturas negativas, outros em água salgada, alguns em ambientes severamente poluídos.

Há uma grande diversidade de formas, principalmente entre as larvas, compridas, com pernas, finas, abauladas, construtoras de casas (para isso utilizam pequenos grãos de areia, cortam gravetinhos), algumas são enroladas como as conchas de moluscos.

Os insetos possuem grande importância ecológica porque atuam como elo na teia alimentar, atuando como consumidores primários, predadores ou detritívoros. Uma das categorias alimentares que recebe grande destaque são os picadores, como o próprio nome diz, cortam os alimentos que são constituídos por matéria orgânica vegetal, principalmente aquela proveniente de mata riparia. Sendo assim, sua presença indica um bom estado de conservação desta vegetação e sua ausência, por sua vez, aponta uma baixa qualidade do ecossistema.

Outra forma fácil de identificar a qualidade do ambiente é observar se há uma elevada quantidade de larvas vermelhas no sedimento do fundo dos córregos. Por terem hemoglobina, conseguem captar oxigênio da água de forma mais eficiente que outras larvas, e isso propicia sua resistência à poluição e são consideradas indicadores biológicos de água pouco oxigenada. Exemplos de insetos comumente conhecidos são libélulas, borrachudos e outros hematófagos, barata d’água.

Os projetos de pesquisas são os mais variados, voltados para agricultura, não somente os grandes latifundiários, mas também a agricultura familiar, visando melhorar as condições de vida no campo aliada ao cuidado ambiental, possibilitando um uso prolongado e consciente.

 

22 - Mudanças climáticas: conceitos comunicação e relação com a produção agropecuária (Responsável: Alfredo Luiz)

A questão das mudanças climáticas não se resume à forma como indivíduos e coletividades percebem o mundo e tomam decisões pautadas por tais percepções, no entanto, num mundo onde a maior parte dos fluxos materiais se dá na forma de consumo de produtos agrícola e de bens industrializados, ofertados no mercado, e onde o mercado tem o poder de pautar a política e, consequentemente, as políticas públicas ligadas ao meio ambiente, não é possível construir estratégias robustas para lidar com o problema sem entender como padrões decisórios, individuais e coletivos, nele tomam parte. As soluções definitivas para as mudanças climáticas são tecnologias viáveis e de baixo custo que permitam à sociedade melhorar os padrões de vida enquanto limita e se adapta às mudanças no clima. Ainda assim, soluções científicas, técnicas e organizacionais não são o suficiente. As sociedades precisam ser motivadas e capacitadas para adotar as mudanças necessárias. Para isso, o público deve ser capaz de interpretar e responder a informações científicas, tecnológicas e econômicas que são muitas vezes de difícil compreensão. Em razão de sua minuciosa investigação científica, psicólogos sociais sabem das dificuldades que indivíduos e grupos têm em processar e responder de forma eficaz às informações sobre desafios sociais complexos e a longo prazo. Esta palestra detalha muitas das barreiras à comunicação científica e ao processamento de informações. Apresenta algumas ferramentas que – combinadas à ciência rigorosa, tecnologias inovadoras e políticas públicas eficazes – ajudarão nossa sociedade a tomar as medidas fundamentais e necessárias para reagir com urgência e precisão a um dos maiores desafios já enfrentados pela humanidade: as ameaças ambientais em escala global, enfrentadas pelos seres humanos, dentre as quais as mudanças climáticas são as mais complexas e de longo alcance.

 

23 - Colmeias (responsável: Cristiano Menezes)

Serão mostradas as colônias de abelhas sem ferrão em caixas de observação, que  possibilitam visualizar a organização interna das diferentes espécies da fauna brasileira. São 5 espécies, com diferentes características e arquiteturas de ninho (Mandaçaia, Jataí, Mirim-preguiça, Marmelada e Lambe-olhos).

O objetivo é mostrar que existem muito mais espécies de abelhas do que se imagina, muitas das quais não possuem ferrão e produzem mel de excelente qualidade. Por não representarem perigo, podem ser criadas em casa ou em sítios. Além de produzir o próprio mel, as pessoas contribuem para a conservação dessas espécies e com a polinização das plantas ao redor de suas áreas. 

Também serão abordados os diferentes tipos de méis provenientes das abelhas africanizadas (produzidos a partir de diferentes floradas) e méis das abelhas sem ferrão (produzidos por diferentes espécies de abelhas brasileiras). O mel das abelhas africanizadas possui maior quantidade de açúcares e tem o sabor característico da florada que originou aquele mel. Assim, o mel proveniente da laranjeira possui uma característica, o proveniente de eucalipto possui outra e assim por diante. Já o mel das abelhas sem ferrão é mais líquido, varia em sabor e qualidade de acordo com a espécie de abelha que o produz, porque seus potes de cera funcionam como um barril de carvalho que transmite para o mel os aromas da colmeia, que são específicos de cada abelha. O objetivo é ilustrar essa diversidade incrível de produtos oriundos das abelhas, especialmente dos produtos de origem brasileira.

 

24 - Por que os insetos são tão importantes? (responsável: Simone Prado)

Os insetos são muito importantes para nós, porque são capazes de sobreviver e se alimentar nos mais diversos ambientes tais como plantas, madeiras, néctar, sangue e por isso dependendo da espécie podem ser benéficos e/ou maléficos para nós. Ao falarmos da importância dos insetos, logo lembramos o seu papel econômico na agricultura, no entanto, eles possuem importância ecológica, médica e até mesmo na resolução de crimes.

Os insetos servem de alimento para mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. Caso os insetos fossem eliminados por completo de uma área, o desequilíbrio ecológico seria muito grande, pois afetaria uma grande quantidade de seres vivos.

Alguns insetos, tais como borboletas e abelhas, são fundamentais para a reprodução de algumas plantas, sendo importantes polinizadores transferindo o grão de pólen de uma planta para outra, garantindo sua fecundação.

Os insetos possuem importância econômica, sendo usados pelo homem para a produção de vários produtos. Por exemplo, as abelhas e o bicho-da-seda, o qual produz um casulo do qual se retira o fio de seda. No entanto, além dos benefícios, os insetos são os nossos maiores competidores pois se alimentam das plantas na lavoura atacando e dizimando plantações inteiras, no que se diz respeito produção de alimentos. Algumas espécies também podem transmitir doenças em plantas, dificultando ainda mais a produção agrícola, pois nesse caso, é necessário controlar tanto o microrganismo que causa a doença como inseto que dissemina a doença.

Alguns insetos possuem ainda importância médica, uma vez que provocam uma grande quantidade de doenças em seres humanos e animais. Os mosquitos, por exemplo, são vetores de doenças graves para a população, tais como a malária, febre amarela, dengue, febre chikungunya. Sabe-se que a presença de pulgas em cães e gatos, que pode desencadear reações alérgicas, anemia, verminoses e até mesmo estresse.

Os insetos também possuem um papel importante no que diz respeito à criminalística. Os insetos necrófagos, que se alimentam de cadáveres, nos ajudam proporcionando informações a respeito do horário e local da morte de uma pessoa. Para isso, o pesquisador necessita apenas analisar as espécies ali encontradas e conhecer bem seus hábitos. É chamada de entomologia forense a técnica que relaciona insetos e outros artrópodes a detalhes de um crime.

Vale ressaltar ainda que algumas espécies de insetos são utilizadas na alimentação humana em inúmeros países. Essa é uma tendência que tem aumentado no mundo todo, inclusive no Brasil, onde já se tem empresas que vendem farinha de insetos para ser usado como reforço proteico na alimentação infantil.

 

Laboratório que pode ser visitado

LEA – Laboratório de Ecossistemas Aquáticos

A saúde dos ecossistemas aquáticos pode ser medida de diferentes formas. Uma das mais curiosas é por meio de organismos bioindicadores, como os macroinvertebrados bentônicos. Eles compõem um grupo de organismos que vive no fundo de lagos e rios, com diferentes sensibilidades à poluição. Assim, temos aquelas espécies que só vivem em águas limpas e bem oxigenadas, e outras que também conseguem viver em locais poluídos. Assim, a visita ao Laboratório de Ecossistemas Aquáticos visa apresentar estes animais, suas características e seus hábitos. Com isso, os alunos tem oportunidade de conhecer este importante grupo e relacionar a sua presença à qualidade da água, passando noções de ecologia aquática, biodiversidade e preservação de recursos hídricos, inclusive com apresentação de análises físicas e químicas da água.