Feijão-caupi

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Principais doenças

O programa de melhoramento genético do feijão-caupi promoveu, ao longo dos anos, intensas mudanças nas características das cultivares, dentre elas o desenvolvimento de produtos com arquitetura de planta moderna, adaptação aos mais diversos ecossistemas e resistência a doenças e pragas. 

Nesta página estão disponíveis informações sobre os sintomas, métodos de controle e imagens das principais doenças do feijão-caupi.  Conhecer as principais doenças do feijão-caupi, e, consequentemente, os métodos para controle configuram algumas das principais medidas a serem tomadas pelos produtores e técnicos da área para previnir doenças e garantir uma boa produtividade.

Sintomas: Frequentemente, quando o ataque é provocado por Rhizoctonia, os sintomas são logo perceptíveis no caule, onde se observam lesões deprimidas, alongadas e marrons, circundando às vezes todo o colo. Quando o ataque é de Pythium a doença avança até acima da linha do solo e, nesse caso, a lesão assume tonalidade esverdeada de aspecto aquoso. Nessa situação, quando as condições climáticas externam muita umidade e temperaturas amenas, o desenvolvimento das lesões é muito rápido, determinando murcha e tombamento das plantas em um curto espaço de tempo. Assim observa-se falha na germinação e, consequentemente, redução no estande.

Controle: Os métodos de controle baseiam-se fundamentalmente no uso de sementes sadias e certificadas.

Sintomas: O sintoma primário tem início na raiz principal que, a princípio, apresenta discreta coloração avermelhada, progredindo em intensidade e extensão. Posteriormente, a coloração avermelhada assume um tom marrom, época em que os tecidos se rompem em fendas longitudinais e são verificados apodrecimento do parênquima e desintegração dos feixes vasculares com a consequente interrupção da circulação de seiva, surgindo um amarelecimento geral, murcha, seca e morte das plantas.

Controle: Na ausência de cultivares comprovadamente resistentes, devem ser adotadas a remoção e queima das plantas doentes, eliminação dos restos culturais e rotação de cultura com algodão e/ou gramíneas. A aplicação de calcário, na ordem de 1 t/ha tem sido destacada como eficiente para o controle da enfermidade.

Sintomas: A doença se exprime inicialmente no colo das plantas, ao nível do solo, causando lesões necróticas deprimidas, de aspecto aquoso que com a rápida evolução atinge todo o caule e também os primeiros ramos, dando lugar à extensa área necrosada e podre. Em condições favoráveis à doença, surge, muitas vezes, à superfície das lesões, discreto crescimento branco, correspondendo às estruturas reprodutivas do patógeno. Nessas condições, as plantas afetadas murcham e fenecem rapidamente.

Controle: O controle deve visar ao estabelecimento de condições que sejam desfavoráveis à doença. Assim, devem-se evitar plantios adensados e solos excessivamente úmidos.

Sintomas: A doença pode manifestar-se em todos os estádios de desenvolvimento das plantas. Os sintomas iniciais aparecem frequentemente no colo, atingindo, posteriormente, a raiz pivotante e as partes superiores do caule e ramos primários, onde são observadas lesões acinzentadas, difusas de aspecto úmido que evoluem para intensa podridão dos tecidos, definindo uma desagregação parcial ou total do parênquima e feixes vasculares. Na superfície das lesões são muitas vezes observadas inúmeras pontuações negras - as estruturas reprodutivas do patógeno (picnídios). Atrelado à desestruturação dos tecidos, ocorre um amarelecimento generalizado, murcha, seca e morte das plantas.

Controle: Os métodos de controle recomendados se baseiam no uso de sementes sadias, certificadas, plantio pouco adensado e, em áreas irrigadas, o manejo adequado da água visando evitar encharcamento. Recomenda-se um plano de rotação cultural com inclusão de gramíneas forrageiras.

Sintomas: Os sintomas se expressam primeiramente na redução do crescimento e clorose acompanhada de queda prematura de folhas que evolui para murcha e posterior morte das plantas. Seccionando-se longitudinalmente o caule percebe-se uma descoloração dos feixes vasculares, os quais assumem uma pigmentação castanha, demonstrando a colonização necrotóxica do patógeno nos tecidos condutores da hospedeira.

Controle: Para o controle da doença, deve-se considerar um conjunto de medidas: escolha da área isenta do patógeno; definição adequada da época do plantio para se evitar o plantio sob condição de encharcamento; estabelecimento de um plano de rotação cultural e uso de sementes certificadas, produzidas em áreas que não foram afetadas anteriormente.

Sintomas: O sintoma mais representativo da doença constitui-se em um emaranhado miceliano de coloração branca, com ou sem pequenos corpúsculos esféricos (esclerócios), inicialmente brancos, posteriormente amarelados, situado no colo da planta. Sob essas estruturas, é ordinariamente observada intensa desestruturação dos tecidos do que resulta em danos ao sistema vascular com consequente amarelecimento, murcha, seca e morte das plantas.

Controle: Utilizar cultivares resistentes à doença e na ausência de materiais que apresentem resistência, algumas medidas são recomendadas, visando sobretudo ao controle preventivo. Dentre elas, destacam-se: durante o preparo do solo, promover aração profunda, enterrando, abaixo de 15 cm, os restos culturais; evitar acúmulo de matéria orgânica junto ao colo e caule das plantas; empregar espaçamentos abertos; promover plano de rotação de cultura, incluindo milho e algodão e plantas consideradas resistentes.

Sintomas: A doença caracteriza-se pela presença, nos folíolos, de manchas arredondadas, castanho-escuras, firmes e lisas, alcançando, em média, 4 a 8 mm. As lesões aparecem circundadas por um notável halo clorótico. Tais manchas, quando numerosas, unem-se, induzindo aos folíolos um intenso amarelecimento e queda precoce, do que resulta em diminuição da produtividade.

Controle: Utilizar cultivares resistentes e no caso de ataque severo sobre cultivares suscetíveis.

Sintomas: Apesar de o fungo infectar folhas (nervuras, pecíolos), ramos, pedúnculo, almofada floral, os sintomas mais frequentemente observados têm estado restritos à vagem e ao pedúnculo onde são encontradas manchas de coloração marrom-escura ou café, de tamanho e conformação variados. Na superfície das lesões, frequentemente despontam as frutificações negras do patógeno (acérvulos), destacando setas escuras, perceptíveis ao tato.

Controle: Emprego de sementes sadias, produzidas em áreas comprovadamente não infectadas e destruição dos restos de cultura.

Sintomas: A doença surge preferencialmente por ocasião do início da floração. Nos folíolos, observam-se manchas necróticas, secas, ligeiramente deprimidas, de coloração avermelhada e contorno irregular, notadamente nas lesões mais velhas. Com a evolução da doença, a coloração do centro da lesão torna-se pardo-cinzentada, sendo o conjunto circundado por um discreto halo clorótico. Em condições de elevada umidade, sobressai da superfície da mancha uma massa compacta marrom, que corresponde às estruturas reprodutivas do patógeno.

Controle: Dada a pouca expressão que essa doença apresenta nas condições da região Nordeste do Brasil, não se justifica a adoção de medidas específicas de controle de caráter sistemático.

Sintomas: A doença pode atingir todas as partes das plantas, salvo o sistema radicular. O principal sintoma da doença se constitui no crescimento de uma "massa" branco-acinzentada de aspecto pulverulento, formada pelas estruturas vegetativas do patógeno, a qual se manifesta, inicialmente, nos folíolos e depois se estende aos pecíolos, caules, órgãos florais e vagens, até recobrir toda a superfície da planta efetada.

Controle: Utilização de cultivares resistentes e em condições normais de cultivo a doença dispensa medidas de controle específicas. Contudo, nas zonas semiáridas podem ocorrer surtos da doença que em situações muito especiais, podem comprometer o desempenho da cultura.

Sintomas: Os sintomas apresentados por plantas doentes são, no geral, severos, expressos na forma de intenso encrespamento do limbo foliar em função de numerosas bolhosidades associadas à presença de mosqueado, isto é, alternância nos folíolos de zonas de coloração verde-clara, com outras de cor verde-escura. Frequentemente, é observado subdesenvolvimento das nervuras principais, resultando em franzimento e redução do limbo, distorção foliar e, quando as plantas são infectadas no início do ciclo, apresentam intenso nanismo, com severos prejuízos à produção. Estudos conduzidos em casa de vegetação revelaram que na dependência da idade da planta infectada com o vírus a produção pode ser reduzida em até 81%. As sementes produzidas de plantas atacadas apresentam-se deformadas, "chochas" e manchadas, com acentuada redução no poder germinativo.

Controle: Considerando-se a ocorrência generalizada, severa e permanente dessa virose em toda a região, a melhor forma de controle a ser adotada é o emprego de cultivares comerciais altamente resistentes. Medidas auxiliares de controle devem ser conduzidas quando o produtor, por desconhecimento das cultivares aludidas, adotar em seus plantios materiais susceptíveis. Tais medidas devem ser embasadas no controle sistemático dos vetores, plantio em época de baixa população dos vetores e eliminação, sempre que possível, das hospedeiras silvestres.

Sintomas: A doença, inicialmente, se expressa na forma de pequenas pontuações verde-amareladas. Proporcionalmente a sua evolução, tais pontuações crescem em formato e extensão, cobrindo toda a superfície do limbo foliar, finalizando por deixar os folíolos com a coloração amarelo-dourado. Às vezes, tem-se observado redução no porte das plantas, sem apresentar distorção nem deformação foliar.

Controle: Recomenda-se o emprego de cultivares com alguma resistência ou tolerância. Eventualmente as cultivares podem apresentar, em condições de campo, infecções leves da doença, sem comprometer o rendimento da cultura.

 

Sintomas: Doença transmitida por pulgão que apresenta discreto encrespamento das folhas e mosqueado (áreas com alternância de coloração verde-clara, com outras verde-escuras).

Controle: Utilização de cultivares resistentes à doença.