Alfredo Kingo Oyama Homma

Nasceu em Parintins, Estado do Amazonas, Brasil, em 8 de maio de 1947. É descendente de imigrantes japoneses que se estabeleceram em Parintins, em 1931, casado pai de duas filhas e com uma neta. Formou-se em agronomia em 1970, pela Universidade Federal de Viçosa e concluiu o Mestrado em Economia Rural em 1976 e Doutorado em Economia Rural em 1989, ambos na Universidade Federal de Viçosa. Foi o primeiro colocado no vestibular de agronomia da Universidade Federal de Viçosa em 1967.

O pesquisador Alfredo Homma fixou seu nome junto no meio acadêmico e ambiental, nacional e internacional, pelos seus trabalhos relativos ao extrativismo vegetal na Amazônia. O interesse pela economia extrativa, antes da eclosão mundial sobre esse assunto, permitiu que fosse o primeiro quem chamasse a atenção sobre as limitações do extrativismo vegetal como opção de desenvolvimento sustentável, para redução de desmatamentos e queimadas e como solução para salvar a biodiversidade. O emocionalismo pós assassinato do líder sindical Chico Mendes em 1988, conduziu a esta polarização, no qual a opção da “floresta tem pé” passou a ser defendida em todos os fóruns sobre a Amazônia. Estes aspectos sobre as limitações do extrativismo foram importantes para alertar sobre as propostas de desenvolvimento para a Amazônia e contribuíram para esclarecer o pensamento unilateral e emocional sobre este tópico no cenário nacional e internacional.

Na sua concepção teórica, o extrativismo vegetal é uma economia bastante frágil, sujeita às interferências do processo de domesticação, da descoberta de substitutos sintéticos, da competição com outras alternativas econômicas, do crescimento do mercado, do esgotamento do recurso extrativo, da inter-relação com outros setores da economia, entre inúmeras outras variáveis. A médio e a longo prazos realçam a importância das políticas de pesquisa visando a domesticação para atender ao crescimento do mercado e a conservação da biodiversidade.

Estas ideias estimularam o debate e a antítese sobre a Amazônia, produziram uma grande controvérsia e atraíram a atenção de pesquisadores de renome do Brasil e do exterior. Representa contribuição inédita feita por um pesquisador da Embrapa na Amazônia, com o objetivo de ajudar a compreender melhor o real papel do extrativismo vegetal e, assim, permitir a formulação de políticas apropriadas para a conservação e a preservação da biodiversidade daquela região e do mundo. A importância desse conjunto de ideias fez com que fosse motivo de comentários em dezenas de teses de pós-graduação sobre esse tópico, no país e no exterior, que ficaram conhecidos como “Homma’s extractivism model”.

Pelos seus trabalhos sobre a dinâmica econômica do extrativismo vegetal na Amazônia, ensejaram em 1989, o recebimento de dois prêmios específicos. Foi o vencedor do Prêmio Nacional de Ecologia, patrocinado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e Petrobrás e o Prêmio Prof. Edson Potsch Magalhães, concedido pela Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER). Recebeu, também, o Prêmio Frederico Menezes da Veiga 1997, o maior prêmio concedido pela Embrapa, outorgado anualmente para dois pesquisadores nacionais.

Recebeu o Prêmio Jabuti 1999, categoria Ciências Naturais e Medicina, com o livro “Amazônia: meio ambiente e desenvolvimento agrícola” concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Recebeu o Prêmio Destaque Científico 2000, escolhido entre as profissões coligadas ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Pará e concedido pelo Clube de Engenharia do Pará. Foi eleito Empregado Destaque 2003, na categoria de pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental.

O primeiro prêmio recebido, foi na graduação, na Seção de Ideias do mês de setembro de 1968 da Revista Coopercotia, com a ideia "Forquilha porta-vaso". Vencedor da Ideia do mês de junho, do Prêmio Líderes do Amanhã, patrocinado pela Revista Seleções do Reader’s Digest, publicado na edição de setembro de 2002. Em novembro de 2004 conquistou o primeiro lugar no Prêmio Prof. Samuel Benchimol, concedido pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que foi repetido novamente em 2010. Em maio de 2005 recebeu a Premiação Nacional de Equipes e Premiação por Excelência, outorgada pela Embrapa, Homenagem Festa Anual da Árvore 2007 pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e Comenda do Mérito Agronômico 2007 concedido pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Pará (AEAPA), em abril de 2008. Em 2013 recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2013 sobre Tecnologia Certificada com trabalho de equipe sobre bacurizeiro.

            Em 2011 foi um dos dez homenageados pela Universidade Federal de Viçosa nas comemorações dos 50 anos do Curso de Mestrado em Economia Rural da UFV. É Membro Correspondente da Academia Amazonense de Letras (2011) e Homenagem Especial Personalidades Nipo-brasileiras pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará em 2015. É detentor das prestigiadas distinções de Membro Legendário da SOBER (2015) e Medalha do Mérito 2015 CONFEA.

            Proferiu palestras de abertura do 33 Congresso Brasileiro de Fitopatologia (2000), do 45 Congresso Brasileiro de Fitopatologia (2012), do XI Semana de Integração de Ciências Agrárias (2011), 24 Seminário Internacional de Política Econômica (2012), I Simpósio Internacional de Agroecologia do Acre (2013) e do 51 Congresso Brasileiro de Economia, Administração e Sociologia Rural. Proferiu Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia – PPGEDAM, Núcleo de Meio Ambiente (NUMA) (2012), do Instituto Tecnológico Vale Mestrado Profissional Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais (2014) e do Programa de Formação Interdisciplinar de Meio Ambiente (PROFIMA/NUMA/UFPa) em 2016.

            Iniciou suas atividades profissionais na extinta Comissão de Desenvolvimento Econômico do Amazonas (CODEAMA), em Manaus, Amazonas, em 1971. No período 1971-1973, trabalhou no então Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária da Amazônia Ocidental (IPEAAOc), vinculado ao Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária (DNPEA) do Ministério da Agricultura, atual Embrapa Amazônia Ocidental e, a partir de 1976, na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, Pará. É pesquisador da Embrapa desde 1974. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa B do CNPq.

            Foi articulista do Correio Agropecuário (1969-1971) e da Gazeta Mercantil (1998-2002) e, atualmente, colaborador eventual de diversos jornais e revistas. Colaborou nos cursos de pós-graduação da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural da Amazônia e, atualmente, na Universidade do Estado do Pará e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Participou da orientação de 20 teses e dissertações e, ainda, 117 participações em bancas de defesa e qualificação de mestrado e doutorado.

            Tem vinte livros publicados como autor e em coautoria, destacando-se: “Amazônia: meio ambiente e tecnologia agrícola”, “Extrativismo vegetal na Amazônia: limites e possibilidades”, “Amazônia: meio ambiente e desenvolvimento agrícola”, “Cronologia da Ocupação e Destruição dos Castanhais no Sudeste Paraense”, “História da Agricultura na Amazônia: da era pré-colombiana ao terceiro milênio”, “A imigração japonesa na Amazônia: sua contribuição ao desenvolvimento agrícola”, “Imigração japonesa na Amazônia: contribuição na agricultura e vínculo com o desenvolvimento regional”, “Extrativismo vegetal na Amazônia: história, ecologia, economia e domesticação”, “Pan-Amazônia visão histórica, perspectivas de integração e crescimento” e “History of Agriculture in the Amazon: from the Pre-Columbian Era to the Third Millennium”. Publicou 94 artigos em periódicos, 114 artigos completos em Anais de eventos e 106 Capítulos de livros. É membro de Conselho Editorial e revisor científico da Acta amazônica, Amazônia: Ciência e Desenvolvimento, Revista de Economia e Sociologia Rural, Revista de Administração da UFSM, Revista de Ciências Agrárias, entre as principais.

Foi Diretor da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural para os biênios 1977/79, 1981/83, 1991/93, 1996/97, 1997/99, 1999/2001, 2001/03, 2005/2007, 2009/2010, Vice-Presidente no biênio 1993/95, Suplente para o biênio 2003/2005. Representante Regional Norte da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, biênio 2003/2005 e biênio 2005/2007.

Participou como membro do Comitê Assessor do CIAMB/PADCT, da Comissão Técnica do Programa de Desenvolvimento Rural e Regional da Embrapa, do Conselho Técnico Científico do Museu Paraense Emílio Goeldi, no período 12/01/2001 a 11/01/2003, Comitê para escolha do Diretor do Inpa, Portaria 314, de 30/07/2001, do Ministro de Estado de Ciência e Tecnologia Ronaldo Mota Sardenberg, Membro do Comitê para escolha do Diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Portaria 565, de 18/11/2004, do Ministro de Estado de Ciência e Tecnologia Eduardo Campos e da Comissão de Avaliação dos Convênios Smithsonian Institution e Max Planck Institute em desenvolvimento no INPA.

Foi suplente do Fundo Nacional do Meio Ambiente como representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, para o biênio 2007/2009 e membro do Conselho Deliberativo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) no período 1997/2001 e do Conselho Diretor do Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (IPAM) no período 2006/2010. Foi membro do Conselho Assessor Externo da Embrapa Soja, para o biênio 2004/2006 e membro do Comitê Gestor das Estratégias (CGE) da Embrapa no período 2008-2010. Foi Membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) no período 2010 a 2014 representando a comunidade científica e do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (CONSECTET) a partir de 2016, representando a sociedade civil.

            O seu campo de interesse está relacionado sobre extrativismo vegetal, política agrícola, desenvolvimento agrícola e a questão ambiental na Amazônia. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Agrária e dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia, desenvolvimento agrícola, economia de recursos naturais, extrativismo vegetal e recursos naturais.

 

 

 

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