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29/09/21 |

Pandemia e mudanças climáticas permearam diálogo Brasil-Índia promovido pela Apex

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Foto: Valéria Cristina Costa

Valéria Cristina Costa - Para Amaral, diálogo com a Índia pode abrir mercado para projetos de inovação aberta

Para Amaral, diálogo com a Índia pode abrir mercado para projetos de inovação aberta

Crescimento no número de agtechs, digitalização do campo e investimentos para dinamização de startups estiveram nas falas de representantes brasileiros e indianos que discutiram inovação agrícola e segurança alimentar durante encontro virtual realizado nesta terça-feira, 28, pela Apex-Brasil em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa, entre outras instituições. 

A Índia é o terceiro país que mais investe em empresas emergentes voltadas ao setor agropecuário no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e China, revelou estudo realizado pelo AgFunder. O Brasil é líder mundial em agricultura tropical, figurando entre os maiores exportadores de proteína animal e grãos. 

As potencialidades de parte a parte e os desafios comuns foram destacados pelos participantes do painel Rumo a um futuro de segurança alimentar com agtechs, durante o encontro. Daniel Trento, coordenador geral de Inovação Aberta do Mapa, lembrou o crescimento de startups no Brasil durante a pandemia, em especial aquelas dedicadas à logística, distribuição e rastreabilidade. 

A situação pandêmica apontou ainda para a urgência do cuidado com a segurança dos alimentos, “não somente como o aumento de produção visando à segurança alimentar”, observou Trento. Para o coordenador, sedimentar o futuro do agro brasileiro dependerá de investimentos em PD&I em áreas como biotecnologia, soluções para agroindústria e ações voltadas à inclusão digital, entre outras demandas a serem atendidas em parceria com agtechs

Já o representante da Embrapa no evento, o assessor da Diretoria Executiva de Pesquisa e Desenvolvimento, Alexandre Morais do Amaral, foi chamado a contar sobre a relevância da pesquisa agropecuária na trajetória de êxito do agronegócio brasileiro. Ao ser perguntado sobre a forma como a empresa estimula a inovação aberta, Alexandre citou programas como Ideas for Milk, Ideas for Farm e InoveAqua, desenvolvidos por centros de pesquisa da empresa.

O principal desafio é a conectividade, disse Amaral, destacando a dimensão continental do Brasil e os cerca de 5 milhões de estabelecimentos rurais, com aproximadamente 80%  pequenos produtores. “O país está desenvolvendo tecnologias relacionadas à conectividade, a plataformas digitais e aplicativos móveis e estes são pontos para ações de cooperação com parceiros indianos para inovação aberta e para a negociação de ativos tecnológicos da Embrapa embarcados”, disse.

Assim como no Brasil, a Índia registrou aumento no número de startups em diversos setores nos últimos três anos, indicou Vilas A. Tonapi, diretor do Instituto Indiano de Pesquisa Agrícola - ICAR (Indian Agricultural Research Institute, na sigla em inglês). Para ele, o cenário aponta para a crescente demanda por tecnologias digitais, e a inclusão digital também será um desafio  junto aos indianos. 

A escassez hídrica em propriedades agrícolas indianas foi apontada pelo pesquisador do ICAR, Rabi N. Sahoo, entre as prioridades atuais e futuras para manutenção da atividade agropecuária naquele País. Segundo entende, a conexão entre os ecossistemas e a troca de experiências com tecnologias poupadoras de água será necessária no enfrentamento das mudanças climáticas.

 

Avaliação

O coordenador geral de Inovação Aberta do Mapa, Daniel Trento, aprovou a iniciativa de aproximar instituições públicas e privadas para a troca de experiências e impressões sobre realidades locais do agronegócio e tendências mundiais. “É uma primeira rodada e haverá oportunidades de qualificação do debate, com detalhamento das agendas”, avalia. 

“O Brasil precisa mostrar, cada vez mais, que sua agricultura é baseada em ciência, é uma agricultura sustentável, é um país que atua como grande provedor de alimentos para o mundo”, conclui.

Para Alexandre do Amaral, da Embrapa, o formato on-line do Agritalk Índia-Brasil foi capaz de colocar em contato instituições que não possuem tradição de diálogo, tendo percebido claro interesse das organizações indianas por temas como agricultura digital.  

“Este campo tanto pode abrir mercado para o desenvolvimento de soluções conjuntas com a Embrapa para a agricultura no Brasil, por meio de projetos de inovação aberta, como pode também identificar soluções da Embrapa para o Brasil que possam ser aplicadas na Índia, através de tecnologia embarcada”.

 

Agritalk 

Índia-Brasil inaugurou uma série de webinars com a participação de porta-vozes brasileiros e estrangeiros, Câmaras de Comércio, influenciadores e empresários para discutir o futuro do agronegócio e gerar parcerias bilaterais. 

Para 2021, estão previstas mais três edições do Agritalk: com Estados Unidos, Reino Unido e China. Entre os objetivos estão ampliar o diálogo internacional com o mercado dos países selecionados e fortalecer a imagem do Brasil como parceiro estratégico. A iniciativa conta com parceria dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações e (MCTI) e das Relações Exteriores (MRE).

 

Valéria Cristina Costa (MTb. 15533/SP com Carolina Rodrigues Pereira)
Secretaria de inovação e Negócios (SIN)

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