Portfólios são instrumentos de apoio gerencial para organização de projetos em temas estratégicos. A missão dos portfólios é direcionar a produção de soluções em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para demandas nacionais e suas interfaces com as demandas regionais. Para isso são  consideradas as megatendências apontadas para a agricultura brasileira, bem como forças modeladoras do futuro. Tais ferramentas têm o objetivo de assegurar a melhoria contínua da sua programação, reduzir redundâncias, maximizar o uso dos recursos públicos e possibilitar maior coordenação dos esforços e das suas competências.

Os portfólios são organizados segundo uma visão temática que se origina tanto sob a ótica corporativa (top-down) - com o propósito de encontrar soluções para demandas nacionais, institucionais ou de governo - quanto sob a ótica das Unidades Descentralizadas (bottom-up) - com a finalidade de produzir soluções para demandas regionais, de biomas ou de cadeias produtivas. Os portfólios organizam suas prioridades de PD&I sob a forma de desafios de inovação. Os desafios de inovação descrevem as principais oportunidades e demandas das cadeias produtivas, de forma conectada aos objetivos estratégicos da Embrapa, no âmbito da temática de cada portfólio.

Autalmente, a Embrapa possui 34 portfólios que têm como objetivo incrementar a conexão entre os projetos de PD&I e o direcionamento estratégico da programação definido pelas metas de impacto e pelos objetivos estratégicos da empresa, bem como aos desafios das megatendências apontadas no Documento Visão: 2030, por meio dos desafios de inovação.

 

O portfólio busca a otimização e a racionalização do uso, além do aumento da eficiência e produtividade da água.

Os atuais desafios alimentares dinâmicos e complexos dependem fortemente de ciência e inovação, para garantir que os alimentos produzidos em escala mundial resultem em saúde e qualidade de vida para a população, com sustentabilidade ambiental.

O portfólio “Alimentos: Segurança, Nutrição e Saúde” da Embrapa busca ampliar a oferta de alimentos seguros, nutritivos, saudáveis e sustentáveis à sociedade brasileira, e reduzir o desperdício de alimentos, em integração com a cadeia de produção, processamento, industrialização, distribuição e comercialização de alimentos, que conta com a participação de diferentes setores do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil. 

O Portfolio Amazônia é um conjunto de programas, projetos e outros instrumentos com foco na diminuição das desigualdades sociais, melhoria do bem-estar humano e redução do desmatamento e da degradação ambiental no bioma amazônico. 

Por meio da integração da ciência, tecnologia e inovação com as políticas públicas e setor privado, o portfólio busca desenvolver, ampliar e incentivar novos modelos de desenvolvimento para a região que abriga mais de 23 milhões de pessoas (IBGE), incluindo povos e comunidades tradicionais. 

A Amazônia contém cerca de 40% das florestas tropicais e abriga  uma vasta biodiversidade, constituída de pelo menos 40 mil espécies vegetais e milhares de espécies animais. As populações amazônicas convivem com o uso sustentável de recursos naturais e têm no bioma importante fonte de alimento, energia e de renda.

Tem como finalidade gerar conhecimentos e tecnologias que levem à soluções para o uso racional dos recursos naturais e auxilia na elaboração de políticas públicas, de forma a fortalecer e garantir a sustentabilidade social, ambiental e econômica da aquicultura brasileira.

O presente portfólio atua com automação, agricultura de precisão e tecnologias da informação e da comunicação para ampliar a sustentabilidade dos sistemas produtivos e agregar valor a produtos e processos da agropecuária.

O objetivo do portfólio é obter soluções de inovação com foco no uso de ferramentas biotecnológicas.

O objetivo do portfólio é desenvolver soluções de inovação a partir da geração de ativos tecnológicos para a cadeia do cacau, proporcionando diferencial de produção, recuperação do mercado internacional e desenvolvimento de novos produtos derivados. Esse portfólio deve ampliar a competitividade de negócios baseados no cacau e subsidiar políticas públicas para essa cadeia produtiva.

A ideia é alavancar também o setor produtivo de cacau, abrangendo quatro grandes áreas de pesquisa - recursos genéticos, melhoramento genético, manejo e controle de doenças.

O portfólio Cacau é um dos resultados dos esforços conjuntos entre a Embrapa e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) para fortalecer as ações de PD&I em prol dessa cadeia produtiva no Brasil. 

Tem por foco prioritário gerar conhecimento para viabilizar soluções tecnológicas sustentáveis para a competitividade do agronegócio do café brasileiro.

Até 2050, a produção mundial de alimentos terá de crescer 70% para abastecer todo o planeta. No entanto, é preciso produzir alimentos de maneira sustentável, a fim de não agravar os impactos ambientais como a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e a redução da biodiversidade, por exemplo.

Além disso, consumidores do mundo todo exigem cada vez mais respeito aos trabalhadores envolvidos nos diferentes processos de produção, além do bem-estar dos animais. Tudo isso deve ser associado a uma produção com alto padrão de sanidade.

No Brasil, as cadeias das carnes bovina, bubalina, caprina, ovina, suína e de aves geram milhões de empregos diretos e indiretos. Somadas, elas respondem por cerca de um terço do valor bruto produzido pela agropecuária nacional. Somos os maiores exportadores mundiais de carne de frango, suína e bovina.

Com isso, o portfólio tem como objetivo direcionar, promover e acompanhar a obtenção dos resultados de impacto para sociedade brasileira, promovendo a segurança e qualidade do alimento carne. 

Sua atuação é para melhorar as condições de produção e de qualidade de vida em áreas de escassez hídrica, por meio de soluções inovadoras. Foco prioritário no Semiárido.

Tem como finalidade valorizar produtos da biomassa, trazendo ganhos econômicos e ambientais significativos ao país.

Portfólio que objetiva o aprimoramento e expansão sustentável da produção de fibras para uso têxtil e biomassas para fins alimentício e bioenergético.

Sua atuação é com o manejo florestal sustentável, silvicultura e melhoramento florestal, adequação ambiental da propriedade rural e conservação florestal em busca de soluções tecnológicas para melhorar a produção florestal sustentável.

Seu objetivo é atuar sobre gargalos tecnológicos para incrementar a qualidade da fruta e dos produtos derivados.

O portfólio tem como foco a inovação tecnológica para frutas tropicais, para incrementar a qualidade da fruta, subsídios a políticas públicas e atendimento às demandas do setor produtivo.

Aumentar a competitividade e sustentabilidade da cadeia produtiva de grãos nas diferentes regiões brasileiras por meio de ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia para Inovação é o objetivo do portfólio.

O presente portfólio induz inovações para promover a intensificação sustentável da produção, agregação de valor às diferentes cadeias e o maior consumo de hortaliças, incrementando a segurança e a diversidade alimentar da população.

Aprimorar, consolidar e atualizar os modelos, mecanismos e instrumentos de gestão da Embrapa, estimulando o compartilhamento de informações e conhecimento e o trabalho colaborativo é a meta do portfólio.

O objetivo do portfólio é buscar soluções para problemas sociais e ambientais. As vertentes são inovação social territorial, desenvolvimento territorial e multifuncionalidade territorial.

O portfólio Insumos Biológicos engloba os temas: controle biológico de pragas, promoção do crescimento de plantas e fitoquímicos. Os ativos gerados são a base para o desenvolvimento de bioinsumos e/ou tecnologias para atenderem às demandas do setor produtivo. 

Dentre os nossos desafios estão aumentar a participação de insumos biológicos no controle de pragas, promoção de crescimento, suprimento de nutrientes, substituição de antibióticos e aplicação agroindustrial; expandir o controle biológico conservativo de pragas, doenças e fitonematoides nos sistemas de produção; substituir insumos sintéticos por ativos biológicos para controlar limitações produtivas das principais commodities agropecuárias; e substituir ou diminuir o uso de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

Os insumos biológicos são os produtos ou processos agroindustriais desenvolvidos a partir de enzimas, extratos (de plantas ou de microrganismos), microrganismos, macrorganismos (invertebrados), metabólitos secundários e feromônios, destinados ao controle biológico.  E, são também, os ativos voltados à nutrição, os promotores de crescimento de plantas, os adaptadores de estresses bióticos e abióticos e os substitutivos de antibióticos.

 

Mapeia e apoia a organização, geração, integração e disseminação de conhecimentos e tecnologias sobre sistemas de integração.

Integra equipes multidisciplinares em torno da geração de subsídios para políticas públicas e estratégias corporativas face às transformações na agropecuária brasileira.

Contribui, por meio da pesquisa, desenvolvimento e inovação, para estabelecer bases para o Brasil tornar-se um grande produtor/exportador de leite mundial.

O portfólio gera bases técnico-científicas para a racionalização do uso e minimização de impactos dos agrotóxicos nos diferentes agroecossistemas brasileiros com ênfase no aproveitamento sustentável dos recursos naturais e na segurança zoofitosanitária das cadeias produtivas.

A agricultura é um dos setores produtivos que contribuem para as emissões de gases de efeito estufa, mas a atividade também é fortemente afetada pelas mudanças climáticas provenientes do aquecimento global. O seu desempenho é bastante influenciado pelas condições do tempo e pela ocorrência de eventos extremos, e os agricultores já começam a perceber seus impactos. A ciência vem mostrando que é possível implementar ações que protejam a agricultura dos efeitos da mudança climática, tornando-a mais resiliente e proporcionando mais segurança para o agricultor seguir na atividade, e ao mesmo tempo ofereçam o cobenefício de reduzir as emissões. As tecnologias e boas práticas previstas no plano para agricultura de baixa emissão de carbono, Plano ABC, são um bom exemplo nesse sentido.

O portfólio de pesquisas em mudanças climáticas da Embrapa tem como objetivo integrar ações de PD&I da Empresa e seus parceiros visando oferecer alternativas técnico-científicas para a adaptação e a sustentabilidade da agricultura brasileira frente aos desafios impostos pela mudança do clima, contribuindo para a segurança alimentar nacional e global e para o controle das emissões nacionais de gases de efeito estufa. Seus principais desafios estão concentrados em elevar a capacidade adaptativa dos sistemas de produção, aperfeiçoar os modelos para projeções futuras sobre como a atividade será afetada, avançar na avaliação do balanço de carbono de maneira a melhor representar a realidade brasileira e aprimorar as técnicas para estimativas e protocolos de medição, favorecendo a agregação de valor e o estabelecimento de mecanismos de compensação para o produtor rural. São contribuições da ciência para uma agricultura ainda mais competitiva, que concilie segurança alimentar e qualidade ambiental.

Articula pesquisas e desenvolvimento em nanotecnologia, de forma a produzir inovações tecnológicas, conhecimento e soluções para o aumento da produtividade e a redução e/ou mitigação dos impactos ambientais oriundos dos processos produtivos agrícolas e agroindustriais.

Atua para o aumento de eficiência e a introdução de novas fontes de nutrientes na agricultura brasileira.

O portfólio contribui para a produção animal sustentável em pastagens, em atendimento às políticas públicas e demandas do setor produtivo brasileiro.

Atua com conservação de recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos, que abastecem com variabilidade genética as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Embrapa e do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA).

O Portfólio Sanidade Animal tem foco no diagnóstico, o controle e a prevenção e/ou erradicação de agentes de doenças animais, por meio de pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia no território nacional, ou atendendo a demandas de países parceiros.

A atuação da equipe considera três vertentes: agentes de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) ou segurança dos alimentos de origem animal; agentes de doenças de importância estratégica para o sistema de defesa sanitária; e agentes de doenças responsáveis por prejuízos na produção animal. O propósito é proteger a produção e a competitividade das cadeias produtivas de carne bovina, suínos, aves (frango), ovos, leite e derivados, caprinos, ovinos, equinos bubalinos e cadeia do mel.

Estudos transversais apoiam as atividades, com foco prioritário em epidemiologia veterinária, imunologia e vacinologia animal, biotecnologia aplicada à saúde animal, patogenia, patologia comparada, estudos econômicos das doenças animais, resistência genética do hospedeiro a patógenos animais, saúde pública veterinária e bem estar animal.

Busca reduzir significativamente as perdas de produção e os custos globais de manejo de estresses bióticos na agricultura brasileira, assegurando o incremento dos serviços biológicos dos agroecossistemas e a produção de alimentos seguros.

O portfólio atua para assegurar os serviços ambientais múltiplos e a conservação da biodiversidade em sistemas de produção agropecuários e florestais em áreas rurais, periurbanas e urbanas do Brasil.

Contribui para preservar a saúde de produtores e consumidores por meio do uso racional dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis, de forma a ampliar a sustentabilidade econômica e ecológica da agricultura.

Prospecta demandas/problemas no tema solos e gera soluções a fim de ampliar a competitividade e sustentabilidade da agricultura brasileira.