PORTFÓLIO DE PROJETOS

Grãos

Pesquisa e Inovação para o desenvolvimento sustentável dos sistemas de produção de grãos

O Portfólio Grãos tem como objetivo aumentar a competitividade e a sustentabilidade das cadeias produtivas de grãos nas diferentes regiões brasileiras com o desenvolvimento de soluções e contribuições inovadoras.

Intensificando a produção

As diversas culturas que compõem os sistemas de produção de grãos no Brasil são estratégicas para o desenvolvimento de várias cadeias produtivas, como a da carne, e também para a geração de divisas no comércio exterior e desenvolvimento econômico e social e preservação ambiental de diversas regiões brasileiras. Na safra 2020/2021, a área plantada com grãos no País foi de 67,74 milhões de hectares, com potencial de produção de 276,32 milhões de toneladas. Esses números vem crescendo a cada ano, com aumento mais acentuado na produtividade, consequência do uso de tecnologias que levam a sustentabilidade para esta cadeia produtiva.

O desenvolvimento de tecnologias e a incorporação de ferramentas da agricultura 4.0 que possam ser utilizadas no manejo de fatores promotores e protetores do rendimento de grãos e o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às condições de solo e clima brasileiros serão fundamentais para a viabilização dos sistemas de produção na grande fronteira agrícola que engloba novas áreas e também para a intensificação das áreas já cultivadas e/ou das subutilizadas.

O desafio para a agricultura, global e brasileira, é produzir mais sem aumento na área de cultivo, empregando menos água, fertilizantes e agrotóxicos, sendo necessário, portanto, fortalecer as pesquisas voltadas para a intensificação e sustentabilidade da atividade agrícola.

Até 2050, projeta-se elevar a demanda mundial por alimentos em 70% e duplicar a de energia, sendo esperado que 80% desta provenham de maior rendimento de grãos em áreas agricultáveis, que vêm reduzindo globalmente; daí a necessidade de intensificar a produção.

Desafios para inovação

  • Ampliar a adaptação de arroz, milho, pulse crops, sorgo, gergelim, amendoim e soja em ambientes com restrições hídrica e térmica.
  • Ampliar a viabilidade técnica e econômica da produção de arroz, feijão-caupi, sorgo e milho em ambientes com limitações nutricionais.
  • Ampliar a viabilidade técnica e econômica da produção de trigo e cevada nas regiões subtropical (áreas tradicionais no Sul) e tropical (áreas novas no Cerrado, nos Tabuleiros Costeiros e Semiarido do Nordeste) do Brasil.
  • Ampliar a viabilidade técnica e econômica da produção de pulse crops, amendoim e gergelim nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
  • Ampliar a viabilidade técnica e econômica da produção de soja, arroz, milho e sorgo em áreas de plintossolos dos biomas Amazônia, Caatinga e Cerrados.
  • Ampliar a viabilidade técnica e econômica da produção de soja, arroz, milho, sorgo e milheto em áreas de recuperação de solos de textura arenosa e de reforma de canaviais.
  • Ampliar a viabilidade técnica e econômica de sistemas de ILP, ILF ou ILPF que incluem as culturas do arroz, cereais de inverno, feijão, feijão-caupi, milheto, milho, soja e/ou sorgo.
  • Ampliar o controle da ferrugem asiática na cultura da soja.
  • Ampliar o controle de doenças (causadas por vírus e molicutes) transmitidas por insetos-vetores, para as culturas do feijão, feijão-caupi, milho, sorgo e trigo.
  • Ampliar o controle sustentável de fitonematoides, mofo-branco, fusarioses e podridões radiculares e de caule, em sistemas de produção das culturas da soja, feijão, feijão-caupi, milho, sorgo e arroz.
  • Diversificar a matriz de produção de grãos para além da sucessão soja/milho com as cadeias produtivas do arroz, cereais de inverno, canola, gergelim, amendoim, girassol, milheto, pulse crops e sorgo.
  • Mitigar a contaminação de micotoxinas em grãos de trigo, milho, sorgo, soja e feijão.
  • Mitigar os danos do déficit hídrico e da elevada temperatura durante a formação de sementes/grãos e do excesso de chuva na colheita sobre a qualidade de sementes e grãos de soja.
  • Reduzir a compactação do solo em sistemas de plantio direto que adotam as culturas do algodão, arroz, feijão, milho, sorgo, milheto, soja e trigo.
  • Reduzir a incidência de plantas daninhas, insetos-praga e patógenos resistentes a agroquímicos nas culturas produtoras de grãos.

Comitê Gestor do Portfólio

O Comitê Gestor do Portfólio atua na definição dos desafios para inovação e no acompanhamento da carteira de projetos.
 

Presidente:

Secretário executivo:

Parcerias e negócios

O Modelo de Inovação Embrapa tem como enfoque a inovação aberta, que conta com parcerias desde o início dos projetos para compromisso com a inserção de ativos no mercado. Descubra como viabilizar soluções tecnológicas com a Embrapa que agregam valor aos negócios e possibilitam inovações ao setor produtivo agropecuário.

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