Os projetos estruturantes são projetos de desenvolvimento executados em parceria da Embrapa com um país ou grupo de países africanos, latinoamericanos ou caribenhos, para o fortalecimento das suas bases tecnológicas, institucionais e de recursos humanos necessários ao desenvolvimento sustentável da agricultura. Esses projetos incluem componentes complementares nas áreas de validação e transferência de tecnologias, fortalecimento de instituições de pesquisa e de capacitação de profissionais.

Geralmente, são projetos com um alto volume de recursos financeiros (superior a um milhão de dólares), com mais de dois anos de duração e voltados para o fortalecimento institucional.

Moçambique

A Embrapa executou três projetos estruturantes no país, dentro do programa Embrapa-ABC Moçambique. A iniciativa visou fortalecer a capacidade do sistema de inovação tecnológica em áreas estratégicas para o desenvolvimento agrícola e rural de Moçambique e melhorar a competitividade do setor, seja em matéria de segurança alimentar, seja na geração de excedentes exportáveis.

- Segurança Alimentar em Moçambique
- Plataforma e Inovação Agrária
- ProSAVANA

África Ocidental

A Embrapa executa o projeto Cotton 4 + Togo, também em parceria com a ABC, em Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Togo, na área de algodão.

África Austral

Com base na experiência adquirida com o Projeto Cotton 4, e com o intuito de ampliar as atividades de cooperação técnica em execução em outros países do continente africano, a ABC/MRE decidiu financiar projetos de validação, capacitação e transferência de tecnologias brasileiras em algodão para os países da África tradicionalmente produtores dessa cultura. O Projeto Regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro nas Bacias do Baixo Shire e Zambeze (2014-2018) é parte desta iniciativa.

Tendo como objetivo geral contribuir para o aumento da competitividade do setor algodoeiro do Malaui e de Moçambique, a ideia central consiste na estruturação de um processo contínuo de treinamento de técnicos e produtores líderes mediante o estabelecimento e operação de uma unidade regional de capacitação e treinamento, com capacidade para por em prática: i) ações de validação e difusão de tecnologias para a cultura do algodão; ii) programas de capacitação e treinamento de pesquisadores, extensionistas, técnicos locais e agricultores líderes em temas específicos; e iii) atividades de fortalecimento da capacidade nacional de produção de sementes de algodão.

Angola

A Embrapa executa desde o início de 2014 um projeto de fortalecimento da atuação de instituições públicas de pesquisa agrícola em Angola, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do país, o Instituto de Investigação Agronômica, o Instituto de Investigação Veterinária e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

O objetivo geral do projeto é ampliar a capacidade de pesquisa e inovação dos institutos e, dessa forma, contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento da agricultura nacional de Angola. A iniciativa é parte do Programa Brasil-FAO de Cooperação Sul-Sul Triangular.

América do Sul

A Embrapa é signatária de projetos-país para fortalecimento do setor algodoeiro na América do Sul, também no âmbito do programa trilateral Brasil-FAO de Cooperação Sul-Sul. Nesse escopo, a Embrapa apoia, atualmente, a execução de dois projetos-país distintos com o Ministério de Agricultura e Irrigação do Peru (MINAGRI) e com o Ministério da Agricultura e Pecuária do Paraguai (MAG). Está em fase final de formalização a proposta a ser firmada com o governo da Colômbia e, adicionalmente, diagnóstico do setor algodoeiro na Argentina foi recebido pela Embrapa para futura prospecção de projeto naquele país.

Os projetos estruturantes trilaterais na América do Sul pretendem contribuir para o fortalecimento da produção algodoeira nos países signatários, por meio do desenvolvimento institucional, de planos de capacitação, da transferência de tecnologia e do melhoramento da cadeia de valor, no marco dos mecanismos da Cooperação Sul-Sul.

Contato: sri.cct@embrapa.br