12/03/13 |   Agricultura familiar  Agroecologia e produção orgânica

Prosa Rural - Subdivisão da pastagem para melhor aproveitamento do pasto

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Março/2013 - 2ª semana - Região Norte

Na pecuária leiteira, a produção de forragem é responsável, em média, por 60 a 70% do custo de produção. Uma das opções mais baratas, portanto, é a produção de leite a pasto. Nesse contexto, o manejo adequado da pastagem constitui uma das opções mais econômicas e deve preceder a adubação, a irrigação ou outras tecnologias que podem ser adotadas de acordo com cada propriedade. Além disso, para um melhor aproveitamento do pasto, a técnica da subdivisão da pastagem se mostra um complemento interessante. Este é o tema do Prosa Rural desta semana que tem a participação da Embrapa Rondônia (Porto Velho/RO).

A subdivisão da pastagem deve ser utilizada independente do sistema de pastejo adotado, seja contínuo ou rotativo, e favorece a utilização mais racional do pasto. Para os produtores que buscam maior eficiência no aproveitamento de forragem para o seu rebanho leiteiro, é necessário, primeiramente, adequar o número de cabeças ou da unidade animal (450 kg de peso vivo) em relação à área e a pastagem produzida.

De acordo com a Embrapa Rondônia, o manejo adequado da pastagem necessita de subdivisão adequada. Para pequenas áreas, o pastejo rotativo intensivo ou semi-intensivo permite melhor aproveitamento do pasto, enquanto em áreas maiores, possui a limitação de custo da cerca, quando se utiliza muitos piquetes, caso em que normalmente são adotados os sistemas de pastejo contínuo ou rotativo.

De acordo com a zootecnista da Embrapa Rondônia, Elisa Köhler Osmari, a utilização de cerca elétrica também barateia os custos. "É importante lembrar sempre de proporcionar um corredor adequadamente drenado (pedras, gramado), com 5-8 metros de largura, dependendo da drenagem e quantidade de animais. A presença de sombreamento por árvores ou sombrite também deve ser feita na hora de subdividir os piquetes. O fornecimento de água e sal pode ser suprido em uma praça de alimentação a que os animais tenham acesso diariamente", reforça Elisa.

Existem tabelas disponíveis com intervalos de descanso e de ocupação de acordo com cada gramínea, além de alturas adequadas de entrada e saída. As alturas ou massa de forragem em quilogramas são os melhores critérios para definir o tempo de permanência dos animais em todos os sistemas de pastejo. A principal vantagem da subdivisão da pastagem é permitir o diferimento adequado, além de maior eficiência de colheita da forragem.

Esse manejo facilita também o controle de ervas daninhas, controle de carrapatos, evita o superpastejo – ocasião em que o pasto fica exaurido e não consegue mais rebrotar com o mesmo vigor; e o subpastejo – ocasião em que a pastagem fica lignificada, isto é, com muitos colmos e folhas secas, perdendo valor nutritivo. A subdivisão de pastagem adequada permite ainda a economia na suplementação, especialmente durante o período seco, por permitir melhores condições da pastagem, que constitui o alimento mais barato na produção de leite. Por fim, outra vantagem indireta é evitar coberturas indesejáveis ou brigas entre animais de diferentes categorias, devido a separação dos mesmos.

Saiba mais sobre a subdivisão da pastagem para melhor aproveitamento do pasto ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

 

Região Norte

 

Renata Kelly da Silva
Embrapa Rondônia

Contatos para a imprensa

Telefone: (69)3901-2511

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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