Ferrugem Asiática da soja
 
A ferrugem asiática da soja foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2001, e a partir de então é monitorada e pesquisada por vários centros públicos e privados no Brasil e no mundo. Hoje esta doença, considerada a principal na cultura da soja, possui um custo médio de US$ 2 bilhões por safra, e apesar da contribuição dos fungicidas, uma redução da eficiência desses produtos vem sendo observada desde a safra 2007/08 em função da adaptação do fungo.
 
Os fungicidas utilizados no controle da ferrugem pertencem a três grupos distintos: os Inibidores de desmetilação (DMI, "triazóis"), os Inibidores da Quinona Oxidase (QoI, "estrobilurinas") e os Inibidores da Succinato Desidrogenase (SDHI, "carboxamidas"). Ao ser identificada no Brasil, no ano de 2001, a ferrugem asiática foi controlada com a aplicação de fungicidas triazóis isolados e misturas de triazóis e estrobilurinas. Desde 2008, produtos isolados são recomendados em decorrência da menor eficiência, sendo recomendados somente misturas comerciais de fungicidas com diferentes mecanismos de ação.
 
A partir da safra 2013/14, uma redução de eficiência foi observada para a estrobilurina isolada nos ensaios cooperativos. Nessa mesma safra foram registradas as primeiras misturas de fungicidas estrobilurinas e carboxamidas para a cultura da soja. Atualmente, o grande desafio para a cadeia produtiva da soja é prolongar a vida útil desse terceiro grupo, por meio da adoção de estratégias antirresistência.
 
Confira no gráfico abaixo, elaborado pelo Consórcio Antiferrugem, a perda de eficiência dos produtos para controle da ferrugem-asiática.
 
 
 
 
Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas - FRAC