Plantas daninhas

O manejo integrado de plantas daninhas consiste na adoção de um conjunto de medidas para prevenir e controlar essas espécies. O sistema traz benefícios para toda área de cultivo e não apenas àquela em que a cultura está se desenvolvendo. Em se tratando de controle químico é importante salientar a resistência
de plantas daninhas aos herbicidas e o manejo de invasoras nas culturas geneticamente modificadas para resistência a herbicidas. A principal solução para evitar o aparecimento ou disseminação de plantas daninhas resistentes é planejar o controle químico com a utilização de herbicidas de diferentes mecanismos de ação.
 
Ainda é possível se evitar a resistência das plantas daninhas com algumas ações, como:
  • Rotação de culturas, com rotação de herbicidas.
  • Utilizar sementes isentas de infestantes resistentes.
  • Acompanhar as mudanças na flora.
  • Evitar a reprodução e disseminação inicial de plantas daninhas resistentes.
  • Realizar a limpeza de tratores, implementos, colheitadeiras e semeadoras.
 
Em relação às culturas geneticamente modificadas, a resistência ao glifosato, que proporciona a utilização deste herbicida na pós-emergência destas culturas, sem dúvida foi a tecnologia que resultou em maiores modificações no manejo químico das plantas daninhas nestes últimos anos. A utilização do glifosato na pós-emergência total pode ser desejável em algumas situações, como em áreas infestadas com plantas daninhas de difícil controle pelos demais herbicidas e em áreas com alta infestação, normalmente oriundas de pousio, de escape no controle ou por outra razão qualquer. Outra situação para esta utilização seria o histórico de resistência de plantas daninhas aos herbicidas "convencionais".
 
No entanto, a alta frequência de utiliza ção do glifosato tem provocado uma forte pressão de seleção de biótipos de plantas daninhas resistentes ao mesmo, que já estão naturalmente presentes na área, mas em baixa frequência. Em virtude disso, já existem espécies resistentes ao glifosato, no Brasil, destaque para o azevém (Lolium multiflorum), a buva (Conyza bonariensis e Conyza canadensis) e o capim-amargoso (Digitaria insularis).
 
Em qualquer sistema de produção agrícola e em qualquer cenário de matoinfestação, o controle de plantas daninhas deve ser sempre norteado pelos conceitos básicos do Manejo Integrado e gerenciado por um Engenheiro Agrônomo responsável pela atividade.