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Novos paradigmas no conhecimento de solos frágeis para a produção agrícola sustentável do Brasil

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O Brasil é um dos países mais avançados em conhecimentos sobre práticas agronômicas que minimizam o passivo ambiental de atividades agropecuárias, florestais e de mineração. Um exemplo é o conjunto de técnicas conhecido por Sistema Plantio Direto, que já é adotado em aproximadamente 20 milhões hectares. Este sistema de gestão proporciona elevado potencial de produção agrícola com manutenção da qualidade de solo e de água. Além disso, o país é um dos maiores produtores de alimentos e fibras do mundo, citando-se, como exemplo, o caso da cultura da soja. Apesar do significativo desenvolvimento tecnológico que, especialmente no Brasil, tem incrementado continuamente a produção e a produtividade de alimentos e fibras, a ocupação, uso e manejo dos recursos naturais têm gerado, ao longo do tempo, diferentes níveis de deterioração ambiental. Quase sempre a fragilidade dos sistemas agrícolas produtivos está relacionada mais com o padrão do manejo do solo do que com a aptidão e a vulnerabilidade deste recurso aos agentes geradores de degradação. Solos frágeis são aqui considerados, os que estão perdendo aceleradamente o potencial produtivo, ou seja, a capacidade de suprir em nutrientes, água e oxigênio para as plantas, em função da intensidade de uso e manejo aos quais têm sido submetidos. Diagnósticos baseados em técnicas inovadoras, especialmente a geotecnologia, podem contribuir significativamente para atingir a sustentabilidade agrícola. Nesse sentido, o projeto ora apresentado propõem-se a constituir uma rede de pesquisa no intuito de “repensar” os tradicionais modelos/conceitos de avaliação dos solos. Com ênfase nos solos frágeis, buscará contribuir para a avaliação do uso e manejo, mediante a utilização de técnicas e métodos inovadores como: as geotecnologias, o mapeamento digital de atributos do solo, a adoção da classificação físico-hídrica, a avaliação integrada de indicadores de sustentabilidade e a organização e transferência de conhecimentos e tecnologias pelo uso de árvores hiperbólicas baseadas em ontologias e disponibilizadas via internet. Deverá incorporar o conhecimento já parcialmente gerado por projetos desenvolvidos nas regiões do Sudoeste Goiano (Centro Oeste/Cerrado); Oeste da Bahia; Semiárido - Pernambuco; Região Central de São Paulo. O grande desafio desta proposta será integrar as diversas informações de solo, associá-las aos diferentes ambientes edafo-climáticos, propondo a otimização e a adoção dos sistemas de manejo que possibilitem produtividades e índices econômicos (fator rentabilidade agrícola) aceitáveis e preservem os recursos naturais – solo, água, ar e biodiversidade

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