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A pesquisa participativa enquanto método de estudo e intervenção não-invasiva na agricultura familiar.

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Autoria: COSTA, J. R.; ZAMBERLAN, F.; SANTOS, E.; MACEDO, J. R.

Resumo: Em um estudo envolvendo comunidades rurais de agricultura familiar no Estado do Rio de Janeiro, Brasil, denominado Gestão Participativa da Microbacia do Rio São Domingos (GEPAR - MBH), realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, utilizou-se a metodologia de Pesquisa Participativa no trabalho com cinco vilas do Município de São José de Ubá. Almejava-se o desenvolvimento social e ambiental de forma não-invasiva, respeitando-se as tradições locais. Os bons resultados comprovaram a eficácia da metodologia, e o contato entre os pesquisadores e agricultores possibilitou um aprofundamento teórico-metodológico respaldado por intenso trabalho de campo. Nesse processo, observou-se a pertinência da sociologia compreensiva de Max Weber, da sociologia do conhecimento de Peter Berger e Thomas Luckmann, dos conceitos de comunidade e sociedade de Ferdinand Tönnies, além de outros autores da sociologia. Somaram-se a esses fundamentos as ideias do educador brasileiro Paulo Freire, principalmente seu conceito de "ser mais", que sumariza a busca do sujeito por uma melhor inserção social e qualidade de vida de forma conjunta com a busca de justiça social pela comunidade. No decorrer do trabalho nas vilas, buscou-se reforçar a sociabilidade cooperativa entre os diversos atores, criando-se estruturas organizacionais que propiciassem o associativismo e o empoderamento das comunidades, como o "Grupo Gestor", formado por agricultores. Sem negar os conflitos existentes em quaisquer grupos sociais, a pesquisa participativa demonstrou ser uma ferramenta de gestão das divergências em prol da busca do bem comum e do desenvolvimento comunitário.

Ano de publicação: 2009

Tipo de publicação: Separatas

Unidade: Embrapa Solos