Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Em todas as suas ações de Pesquisa & Desenvolvimento a Embrapa Solos procura apresentar soluções tecnológicas economicamente viáveis, ambientalmente adequadas e socialmente justas. Para tanto, realiza em parceria com instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, pesquisas com o objetivo de encontrar soluções para os grandes problemas nacionais, tais como: planejamento do uso da terra, recuperação de solos degradados / contaminados, zoneamentos agropedoclimáticos e tecnologias de uso sustentável dos recursos solo e água em sistemas produtivos. A Embrapa Solos também é responsável pela organização e disponibilização de dados e de conhecimentos sobre solos tropicais.

 

 

Núcleos Temáticos

A necessidade de produzir alimentos, fibras e biomassa de forma sustentável, com menor pressão sobre o meio ambiente, tem levado a agricultura brasileira à adoção de processos de intensificação. A intensificação sustentável é a produção mais intensiva de grãos, fibras, biomassa e matérias primas em uma mesma área, com benefícios como preservação dos recursos naturais, geração de renda e bem-estar no campo.

O Brasil sofre com a degradação, erosão e compactação das suas terras devido ao manejo inadequado do solo. A fim de combater esse cenário na direção da intensificação sustentável na agricultura, surgiram o Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos), o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Conservação do Solo e da Água, e o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC).

Essas políticas favorecem a intensificação sustentável por meio de sistemas integrados de produção como o Sistema Plantio Direto, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e os Sistemas Agroflorestais. 
A Embrapa Solos conduz vários projetos buscando a utilização sustentável das terras e contribuindo para a consolidação de uma agricultura conservacionista.

 

Ações da Embrapa Solos em intensificação sustentável na agricultura

  • Diagnóstico, identificação e qualificação do processo de degradação do solo.
  • Prevenção da degradação das terras e reinserção de terras degradadas ao sistema produtivo.
  • Avaliação da aptidão agrícola das terras.
  • Manejo da fertilidade do solo e práticas para o uso correto de fertilizantes e corretivos.
  • Seleção e avaliação de indicadores de qualidade de solos e de serviços ecossistêmicos em sistemas integrados de produção.
  • Avaliação do carbono e da dinâmica da matéria orgânica do solo.
  • Tecnologias relacionadas ao uso de matéria orgânica carbonizada.
  • Métodos agroclimatológicos e físico-hídricos relacionados à dinâmica da água no solo.
  • Métodos espectroscópicos para a avaliação de atributos do solo e da água.
  • Barragem subterrânea para o aumento do armazenamento de água no solo.
  • Aperfeiçoamento e adaptação de sistemas integrados de produção.

 

Coordenador do Núcleo: Fabiano Balieiro

Telefone: (21) 2179-4574

O uso indevido da terra e as mudanças climáticas têm sido responsáveis pela degradação dos recursos naturais, comprometendo a prestação dos benefícios que esses recursos prestam ao ser humano, tais como formação do solo, controle de erosão, fornecimento de fibras, madeira e alimentos, regulação do clima, polinização, biodiversidade, fornecimento de água, recreação e outros, chamados de serviços ecossistêmicos.

Nas últimas décadas, percebe-se no Brasil uma preocupação crescente com a sustentabilidade e, com isso, o aumento de pesquisas relacionadas a esses serviços. A Embrapa Solos, seguindo essa tendência, possui um grupo de pesquisadores estudando os impactos de uso da terra e mudanças climáticas nos serviços ecossistêmicos, em colaboração com outros centros de pesquisa da Embrapa e diversas instituições parceiras, formando uma rede de pesquisa no tema.

Dessa forma, tem gerado e multiplicado conhecimento, métodos, ferramentas e tecnologias capazes de transformar os sistemas de produção agropecuária e florestal convencionais em sistemas de elevada geração de serviços ecossistêmicos para a sociedade. A estratégia de ação visa apoiar políticas públicas, com foco na sustentabilidade, conciliando a geração de renda, o fornecimento dos serviços ecossistêmicos e o bem-estar humano. Essas ações reforçam o compromisso da Embrapa em alavancar a agricultura brasileira a partir do desenvolvimento de tecnologias que priorizem o uso racional dos recursos naturais.

 

Linhas de pesquisa relacionadas aos Serviços Ecossistêmicos e Uso da Terra

  • Avaliação dos impactos das mudanças de uso e cobertura da terra e climáticas nos serviços ecossistêmicos.
  • Identificação de áreas potenciais e vulneráveis à provisão dos serviços ecossistêmicos nos biomas brasileiros.
  • Métodos, modelos, instrumentos e tecnologias capazes de apoiar políticas públicas conservacionistas, visando à promoção dos serviços ecossistêmicos no campo. 
  • Pesquisa participativa junto às comunidades para a valorização dos serviços ecossistêmicos no meio rural.
  • Avaliação do potencial multifuncional das paisagens rurais na prestação de serviços ecossistêmicos.
  • Avaliação da segurança alimentar, hídrica e energética em paisagens rurais.
  • Agricultura urbana e periurbana e seu potencial de prestação de serviços ambientais.
  • Subsídios ao manejo e gestão de recursos hídricos em bacias hidrográficas.
  • Turismo rural e PSA para agregação de renda ao produtor rural.

 

Coordenadora do Núcleo: Elaine Fidalgo

Telefone: (21) 2179-4605

O avanço da agropecuária brasileira em produtividade tem muito a ver com a investigação dos solos. A pedologia — o estudo do solo no seu ambiente natural — é uma das atividades mais tradicionais da Embrapa Solos. Dela surgiu o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, referência obrigatória, adotada em universidades e instituições de pesquisa. Foi desenvolvido também o Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI), uma metodologia para irrigação adaptada ao solo brasileiro.

O estudo do solo também é a base que orienta a elaboração dos zoneamentos, instrumento que fornece subsídios para melhor planejamento agrícola do uso das terras e como indicador para recebimento do crédito rural. Os zoneamentos podem ser agrícolas, agroecológicos por culturas ou ecológico-econômicos. A Embrapa Solos tem elaborado metodologias de Zoneamento Agroecológico (ZAE) e aplicado em diversas situações, como: ZAE cana-de-açúcar, ZAE Mato Grosso do Sul, ZAE Alagoas, entre outros.

Existe uma pressão crescente por terras produtivas, gerando necessidade de conhecer melhor suas características, em escala compatível com as microbacias hidrográficas, ou até mesmo de propriedades agrícolas. Nesses estudos, destaca-se a importância de identificar e caracterizar as potencialidades e limitações dos solos. Soma-se a isso o fato de que as novas fronteiras agrícolas se desenvolvem cada vez mais em áreas de solos frágeis, frequentemente considerados marginais para uso agrícola, que requerem técnicas aperfeiçoadas de manejo e conservação.

Nessa perspectiva, a Embrapa Solos desenvolve inúmeras ações voltadas ao fortalecimento das pesquisas, em parceria com cientistas de outros centros de pesquisa da Empresa e instituições parceiras, como as universidades.

 

Principais ações voltadas ao avanço do conhecimento em solo

  • Implantação do Programa Nacional de Solos (PronaSolos) para fornecer informação básica de solos para planejamento.
  • Aprimoramento de métodos para levantamento e mapeamento dos solos.
  • Aprimoramento dos métodos de análise laboratorial dos solos.
  • Avaliação da aptidão dos solos para fins de zoneamentos diversos.
  • Atualização do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação.
  • Suporte ao uso e manejo de solos de textura leve nos biomas Cerrado, Amazônia e Caatinga.

 

Coordenador do Núcleo: Aline Oliveira

Telefone: (21) 2179-4537

Foco de atuação

Desenvolver estudos e estabelecer parcerias institucionais para fomentar o uso sustentável do solo e da água, visando à agregação de valor, adaptação e customização das cadeias produtivas locais com critérios de sustentabilidade, refletindo em melhorias das condições socioeconômicas no contexto da região Nordeste. Espera-se que as ferramentas desenvolvidas também possam ser aplicadas em outras regiões do Brasil ou no exterior com características edafoclimáticas similares.

Coordenador do Núcleo: José Coelho de Araújo Filho

Telefone: (81) 3198-7800

O Brasil é uma grande potência agrícola mundial, figurando entre as quatro primeiras posições na produção e exportação de culturas como milho, soja, algodão e café. Além disso, devido à grande expansão e recordes de produtividade da agropecuária brasileira, acredita-se que o país será o principal exportador mundial de alimentos entre os anos de 2020 e 2025. Vale ressaltar, ainda, que a produção agropecuária respondeu, na última década, por cerca de 30% do PIB brasileiro.

Em decorrência dessa grande atividade, o Brasil é o 4º maior consumidor de fertilizantes do planeta. Entretanto, a produção brasileira de fertilizantes não acompanha essa tendência, sendo que mais de 80% de todo fertilizante NPK consumido no Brasil foi importado em 2018, de acordo com dados da ANDA. Fertilizantes podem representar, em algumas culturas, até 50% do custo de produção.

Outro grande problema diz respeito à baixa eficiência de utilização dos fertilizantes aplicados, existindo espaço para ganhos de eficiência, a partir de boas práticas de manejo e desenvolvimento de produtos mais eficientes. Mesmo com esse cenário, poucas inovações foram constatadas nas últimas décadas em relação a tecnologias de fertilizantes, principalmente, para adequá-los a sistemas de produção em ambiente tropical.

A Rede FertBrasil

Em busca de soluções para os problemas apresentados, no final de 2009 foi criada a Rede FertBrasil – rede de pesquisa em fertilizantes - liderada pela Embrapa Solos e que conta com a participação de pesquisadores de diversas Unidades da Embrapa, bem como de outras instituições de pesquisa, ensino e mercado.

Os principais objetivos da Rede FertBrasil são desenvolver, avaliar, validar e transferir tecnologias que contribuam para o aumento da eficiência do uso de fertilizantes adaptados aos sistemas agrícolas tropicais e para a introdução de novas fontes de nutrientes na agricultura brasileira.

Destaques do Núcleo
 
  • Novas tecnologias em fertilizantes, utilizando resíduos agropecuários, desenvolvidas e disponibilizada para o mercado;
  • Metodologias de bancada (biorreatores, microcâmaras) para estudos com fertilizantes orgânicos e minerais
  • Aumento do número de projetos de pesquisa relacionados a novos fertilizantes;
  • Capacitação de estudantes e pesquisadores em diferentes áreas de pesquisa relacionadas a fertilizantes;
  • Forte envolvimento com o setor privado, facilitando a transferência de tecnologias e desenvolvimento de produtos e, consequentemente, a inovação no setor;
  • Organização de eventos técnicos e científicos, nacionais e internacionais, promovendo o debate científico sobre fertilizantes;
  • Suporte técnico para a formulações de políticas públicas para o setor de fertilizantes;
  • Apoio à TT e comunicação, visando estimular a adoção de novas tecnologias em fertilizantes;
  • O laboratório de referência em desenvolvimento de tecnologias de fertilizantes da Embrapa.


Coordenador do Núcleo: Vinicius Benites

Centros de Inovação