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Composto orgânico

Dentre as práticas agrícolas usadas visando o reaproveitamento dos resíduos da suinocultura, vale destaque para a compostagem com impregnação dos dejetos em maravalha ou serragem, processo este indicado para produtores que não apresentam áreas agrícolas suficientes para aplicação deste fertilizante orgânico, ou produtores que pretendem aumentar seu plantel e estão limita­dos pelo uso agrícola dos dejetos suínos.

A compostagem é um processo aeróbio de degradação da matéria orgânica contida nos dejetos suínos que promove o aquecimento natural da biomassa existente nas leiras de compostagem, possibilitando a evaporação da água contida nos dejetos. Dessa maneira, além da redução do excesso de água contida nos dejetos, no final do processo de compostagem ocorre a concentração de nutrientes em um composto biologicamente estável, sem cheiro, fácil de ser transportado, com características fertilizantes e condicionantes de solo.

O manejo dos dejetos suínos na forma de compos­tagem com consequente geração de composto orgânico tem a vantagem de poder ser transportado a regiões mais distantes, quando comparado ao ferti­lizante orgânico fluido deste sistema. O tratamento dos dejetos por compostagem pode representar uma solução efetiva para regiões com problemas de alta concentração da produção de suínos e que não dispõem de áreas agrícolas com culturas suficientes para aplicação dos fertilizantes líquidos produzidos.

O custo adicional no transporte de fertilizantes líquidos a longas distâncias por si só pode inviabilizar esta prática. Estudos mostram que, em média, 95% do volume de dejetos suínos líquidos produzidos nas granjas é água e que, após o armazenamento e transformação destes dejetos em fertilizantes líquidos, seu transporte a distâncias maiores que 3 Km é inviável considerando sua baixa concentração de nutrientes

Resultados da literatura internacional têm demonstrado que o trata­mento dos dejetos suínos via compostagem permite que 65% do total de C inicial sejam perdidos, sendo 57% na forma de CO2, 6% na forma de CH4 e 2% como composto orgânico volátil; e do total inicial de N, 60% é perdido, sendo 10% na forma de NH3, 6% na forma de N2O e 44% na forma de N2. Nesse sentido, algumas alternativas para evitar essas perdas podem ser adotadas.