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Recomendações técnicas para aplicação

Da aplicação
*Retirado da IN 11 Fatma-SC, 2014

A aplicação de fertilizantes orgânicos ao solo visando a sua reciclagem na adubação de culturas agrícolas, florestais e outras deve seguir as recomendações agronômicas vigentes e estabelecidas pelo Manual de Adubação e de Calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (CQFS-RS/SC, 2016) e suas atualizações. Outros Estados devem seguir as recomendações impostas pela legislação local.

A aplicação dos fertilizantes orgânicos no solo deverá ser associada a técnicas que visem minimizar as perdas de nutrientes do sistema solo por erosão, lixiviação, escoamento superficial, volatilização, entre outras. Neste sentido, deverão ser adotadas técnicas e sistemas de produção conservacionistas (sistema plantio direto, cultivo em nível, entre outros) e formas de aplicação dos fertilizantes orgânicos e minerais apropriadas (incorporado, parcelado, etc.), sob a orientação do responsável técnico do projeto de licenciamento ambiental.

Para fins de dimensionamento do número de animais alojáveis em granjas de suínos, onde os dejetos gerados são totalmente ou parcialmente aplicados no solo, a dose do fertilizante orgânico de suínos e de demais fertilizantes orgânicos ou minerais a ser aplicada ao solo deve ser baseada na sua oferta do nutriente fósforo (P) e na necessidade para manter os teores desse nutriente (P extraível pelo método Mehlich-I) na classe “alta” de disponibilidade para cada classe textura na camada 0 cm a 10 cm do solo, através de adubações de manutenção e reposição visando a adequada nutrição de plantas e evitando o acumulo excessivo de nutrientes no solo, com seus decorrentes e potenciais impactos ambientais.

Doses complementares de P, visando a construção da fertilidade do solo nas áreas onde os níveis deste nutriente se encontram abaixo da classe “alta” de disponibilidade, com teores: "muito baixo", "baixo" ou "médio", assim como de nitrogênio (N), potássio (K) ou outros nutrientes, podem e devem ser suplementadas com a aplicação de outros fertilizantes minerais ou de base orgânica, não excedendo as doses de nutrientes recomendadas para a cultura a ser adubada de acordo com as recomendações técnicas vigentes (CQFS-RS/SC, 2004 e atualizações).

 

  • Exemplo de cálculo de uso de dejetos para produção de milho com expectativa de rendimento de 11 toneladas por hectare:

Na figura acima, é apresentado um exemplo de cálculo de adubação da cultura do milho com expectativa de rendimento de 11 toneladas por hectare com uso de dejetos em substituição à adubação mineral.

Nesse caso, a dose recomendada é de 69,6 m3/hectare para aquele cultivo, o que dessa forma atende a necessidade de fósforo da cultura. Percebe-se, no entanto, que com uso dessa dose existirá um déficit de nitrogênio e potássio que deverão ser complementados com a adição de fontes desses nutrientes em cobertura.

Isso é perfeitamente factível considerando que existem no mercado diversas fontes de N (ureia, nitrato de amônia, etc) e de K (cloreto de potássio), que facilmente poderão ser aplicados na cultura durante seu desenvolvimento e de acordo com as recomendações técnicas.