InterPIG

 


Índice desta página:
Resultados InterPIG 2016
Considerações finais
Bibliografia

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Resultados InterPIG 2016 (topo)

Os dois estados brasileiros analisados, Santa Catarina e Mato Grosso ocupam uma posição intermediária em termos de produtividade e mortalidade das matrizes e está entre os países mais competitivos em conversão alimentar e mortalidade do desmame até a terminação (Tabela 1). A produtividade da mão de obra é uma das mais baixas do grupo de países analisados, ficando próxima a países do Leste Europeu (Tabela 2).

Em 2016 o câmbio teve pouco impacto na competitividade dos países, ficando estável em relação a 2015 na maioria dos países, exceto no Brasil e no Canadá com desvalorizações em relação ao Euro inferiores a 5% e na Grã-Bretanha com uma desvalorização da Libra de mais de 12% devido ao Brexit (Tabela 3).

O aumento no preço do milho em Reais de 59% em Santa Catarina e de 76% em Mato Grosso elevou o preço da ração no Brasil em aproximadamente 28% em Reais e em 23% em Euros (Tabelas 4 e 5) impactando nos custos com alimentação (Tabelas 6 e 7 e Figuras 1 e 2). Nesse cenário, a suinocultura em Santa Catarina apresentou a ração mais cara entre os países da rede InterPIG e a posição de liderança em custos da suinocultura de Mato Grosso e da região Centro-Oeste foi perdida para os Estados Unidos em função do preço médio da ração que se aproximou dos preços em alguns países europeus como Dinamarca, França e Alemanha (em 2015 os preços em Mato Grosso eram 28% inferiores à média de preços nesses três países, enquanto que em 2016 essa diferença foi reduzida para apenas 6%).

O valor pago à mão de obra no Brasil é o mais baixo do grupo de países analisados (Tabelas 4 e 5), levando o país a superar sua baixa produtividade em comparação aos países europeus ou norte-americanos e a uma posição de liderança em custos com mão de obra, ao lado dos Estados Unidos (Tabelas 6 e 7 e Figuras 1 e 2).

Assim, mesmo com a desvalorização da moeda brasileira em torno de 4,4% em relação ao Euro, ocorreu um significativo aumento nos custos de produção em Euros de 17% em Mato Grosso e de 19% em Santa Catarina (Tabelas 3, 6, 7 e 8 e Figuras 3, 4 e 5).

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Considerações finais (topo)

Todos os países da rede InterPIG apresentaram em 2016 redução de custos em Euros, exceto o Brasil, onde o aumento no preço do milho levou a um significativo aumento nos custos de produção tanto em moeda local quanto em Euros, com Santa Catarina apresentando a ração mais cara entre os países da rede InterPIG e Mato Grosso perdendo sua posição de liderança em custos. Se destaca a competitividade da suinocultura dos Estados Unidos que assumiu larga vantagem em custos com a ração mais barata entre os países da rede InterPIG e custos com mão de obra próximos do Brasil.

Em 2016 o câmbio teve pouco impacto na competitividade dos países, ficando estável em relação a 2015 na maioria dos países, sendo que no Brasil a desvalorização do Real foi de 4,4%. A competitividade brasileira baseou-se em grande parte na sua eficiência zootécnica e nos custos da mão de obra e de instalações e equipamentos, além do baixo preço da ração no Centro-Oeste apesar do aumento do preço do milho verificado em 2016.


Bibliografia (topo)

InterPIG. Tabulações especiais dos custos de produção da rede InterPIG. Wageningen: Wageningen University, 2017.

MIELE, M.; DOS SANTOS, J. I. dos.; MARTINS, F. M.; SANDI, A. J.; SULENTA, M. Custos de produção de suínos em países selecionados, 2010. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2011. 21 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 499).