InterPIG

 


Índice desta página:
Resultados InterPIG 2018
Considerações finais
Bibliografia

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Resultados InterPIG 2018 (topo)

Assim como nos anos anteriores, os dois estados brasileiros analisados, Santa Catarina e Mato Grosso, ocupam uma posição intermediária em termos de produtividade das matrizes e estão entre os países mais competitivos em conversão alimentar e mortalidade do desmame até a terminação (Tabela 1). A produtividade da mão de obra é uma das mais baixas do grupo de países analisados, apresentando índices próximos aos observados em países do Leste Europeu. Entretanto, verifica-se relação inversa entre produtividade da mão de obra e mortalidade dos leitões até o desmame, um indicador de bem-estar animal.

Ocorreu um aumento no preço do milho e do farelo de soja entre 2017 e 2018 tanto em Santa Catarina (24% e 29%), quanto em Mato Grosso (23% e 34%), elevando o preço da ração no Brasil em reais e, apesar da desvalorização da moeda nacional em quase 19%, também em euros (Tabelas 3 e 4) impactando nos custos com alimentação (Tabelas 5 e 6 e Figuras 1, 2 e 3). Apesar da desvalorização do Real, o preço da ração em Santa Catarina ainda supera a média do preço nos países da rede InterPIG. Por outro lado, o preço da ração em Mato Grosso supera apenas o preço da ração nos Estados Unidos, amais barata do grupo. Todos os países da rede InterPIG apresentaram elevação no preço da ração em euros entre 2017 e 2018 (Tabela 3).

A suinocultura de Mato Grosso ampliou sua vantagem em custos em relação aos países da rede InterPIG e recuperou a liderança em custos dos Estados Unidos, que passou para a segunda posição. Isso ocorreu em função da desvalorização do Real e do preço médio da ração, que se distanciou ainda mais dos preços observados em países europeus como Dinamarca, França e Alemanha (em 2017 os preços em Mato Grosso eram 19% inferiores à média de preços nesses três países, enquanto que em 2018 essa diferença foi ampliada para 21%). Santa Catarina e Canadá ocuparam a terceira e a quarta posição em custos em 2018, seguidos dos países europeus que apresentam o menor custo, como Dinamarca, Espanha e França (Tabelas 5, 6, 7 e 8 e Figuras 1, 2, 3, 4 e 5). O valor pago à mão de obra no Brasil é o mais baixo do grupo de países analisados (Tabelas 3 e 4). Isto compensa sua baixa produtividade em comparação aos demais países, viabilizando uma posição de liderança em custos com mão de obra. Os Estados Unidos também são líderes nos custos com mão de obra, apesar dos salários superiores aos praticados no Brasil, tendo em vista alta produtividade e baixo custo da mão de obra em comparação aos países europeus (Tabelas 5 e 6 e Figuras 1, 2 e 3).

O custo de produção em euros apresentou uma redução em 2018 relação ao ano de 2017 de -5,6% no Mato Grosso e de -10,0% em Santa Catarina, em função da moeda brasileira, o Real, ter se desvalorizado perto de 19% em relação ao Euro neste período. Todos os demais países, exceto os Países Baixos e os Estados Unidos, apresentaram aumento dos custos em euros (Tabelas 5, 6, 7 e 8 e Figuras 4, 5 e 6).

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Considerações finais (topo)

Todos os países da rede InterPIG apresentaram em 2018 elevação de custos em euros, exceto Mato Grosso e Santa Catarina, no Brasil, e os Países Baixos. Os Estados Unidos apresentaram custos estáveis em euros, mantendo posição de liderança ao lado de Mato Grosso.

O aumento do preço do milho e do farelo de soja no Brasil foram compensados pela desvalorização do Real frente ao Euro, sendo que todos os países da rede InterPIG apresentaram elevação no preço da ração entre 2017 e 2018. Santa Catarina ainda apresenta preços de ração elevados entre os países com ração mais cara da rede InterPIG.

Em 2018, o câmbio teve impacto determinante na competitividade dos países, com a desvalorização do Real de 19% ampliando a vantagem em custos no Brasil. A competitividade brasileira ainda tem por base, além do preço dos grãos no Centro-Oeste, a sua eficiência zootécnica e, sobretudo, os custos da mão de obra e de instalações e equipamentos.


Bibliografia (topo)

AGRINESS. Relatório Anual do Desempenho da Produção de Suínos. Florianópolis, [2018]. 1 folder. 11ª edição. Disponível em: https://melhoresdasuinocultura.com.br/

MARTINS, F. M.; SANTOS FILHO, J. I. dos; SANDI, A. J.; MIELE, M.; LIMA, G. J. M. M. de; BERTOL, T. M.; AMARAL, A. L. do; MORÉS, N.; KICH, J. D.; DALLA COSTA, O. A. Coeficientes técnicos para o cálculo do custo de produção de suínos, 2012. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2012. 10p.

MIELE, M. Custos de produção de suínos em 2017 nos países da rede InterPIG. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2018. 17 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 554).

MIELE, M.; DOS SANTOS, J. I.; MARTINS, F. M.; SANDI, A. J.; SULENTA, M. Custos de Produção de Suínos em Países Selecionados, 2010. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2011. 21 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 499).

MIELE, M.; MICHETTI, M.; DOS SANTOS, M. C.; SILVA, R.; DÁVALOS, C.; GAUER, C. Custos de produção de suínos em Mato Grosso em 2018 e evolução dos resultados entre 2017 e primeiro trimestre de 2019. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2019. 18 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 558).

2019 PIG CONFERENCE, 2019, Pequim. Presentations of the Global Forum. Braunschweig: Agri Benchmark; Pequim: Chinese Academy of Agricultural Sciences-CAAS, 2019. Disponível em: http://www.agribenchmark.org/pig/conferences/pig-conference-2019.html. Acesso em: 20 nov. 2019.