A bactéria Pasteurella multocida (Pm) é considerada um importante microrganismo que faz parte da microbiota residente no trato respiratório dos suínos. Até o momento, foram identificados cinco sorotipos capsulares (A, B, D, E e F) e 16 sorotipos somáticos. O sorotipo A, objeto da pesquisa da Embrapa, é um dos mais encontrados em lesões pneumônicas em suínos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, em suínos de abate com lesões de pneumonia e pleurite, o índice é de 43%. Em Santa Catarina, o número fica em 51,3%, em lesões responsáveis por desvio de carcaças pelo serviço de inspeção sanitária.

A Pm induz quadros clínicos variáveis, dependendo do grau de imunidade do animal, da virulência da cepa e do sorotipo envolvido. Os sintomas mais agressivos ocasionam pneumonia hemorrágica, pleurite e pericardite.

Alguns sinais clínicos observados nos animais infectados são dificuldade para respirar, respiração abdominal, prostração, falta de apetite e temperatura corporal alta (41,6ºC). A tosse aparece como um sinal relevante quando esta bactéria está associada à pneumonia enzoótica ou influenza e, nesses casos a redução no desempenho é significante. A mortalidade nesses casos pode chegar a 40%.  A doença ocorre com maior frequência no período de terminação dos suínos, depois de 100 dias de idade, até o abate.

A Embrapa desenvolveu um protótipo de vacina que deve ser finalizada na parceria com uma empresa especializada e que vai atuar no foco da doença, ou seja, no controle do agente (PmA).

A Agência Embrapa de Notícias preparou uma reportagem especial sobre o desenvolvimento da vacina contra a pasteurelose. Clique na imagem abaixo para ler: