Sobre o tema

Geotecnologias

O uso das geotecnologias é corrente na sociedade contemporânea. É fácil perceber como os aparelhos eletrônicos que disponibilizam sistema de posicionamento global – conhecido como GPS – ultrapassaram a fronteira do meio acadêmico e empresarial para alcançarem e influenciarem as atividades cotidianas do cidadão.

No mundo de hoje, as informações geoespaciais são utilizadas para gerar localização, orientar melhores rotas de viagem e, até mesmo, indicar horários de transportes públicos. Se essas ferramentas disseminam-se cada vez mais na sociedade, na atividade agropecuária, já estão bastante consolidadas.

A extensão territorial brasileira, a diversidade e a complexidade de seus biomas são desafios para o conhecimento e o uso do território nacional. As geotecnologias, por sua vez, são um dos instrumentos em trabalhos de inteligência, gestão e monitoramento territorial.

Quase toda atividade de planejamento e administração da agricultura, em escalas nacional, regional ou local, pode se beneficiar do uso de informações geoespaciais. Mapas e imagens de satélites, por exemplo, são utilizados para o planejamento e a gestão de recursos disponíveis e nas políticas públicas.

Imagens de satélite, mapas digitais e bancos de dados geocodificados são conjugados para cartografar, gerir e monitorar a agricultura em diferentes escalas. Diversos procedimentos permitem detectar, identificar, qualificar, quantificar e cartografar as áreas agrícolas, sua dinâmica temporal e o uso dos recursos naturais de maneira efetiva, rápida e precisa.

Embrapa

A Embrapa utiliza as geotecnologias no monitoramento da agricultura, em estudos de inteligência e gestão territorial, na agricultura de precisão dentre outras aplicações.

Além disso, a Empresa monitora a temática, a fim de prospectar tendências do setor agrícola no Brasil e no exterior, considerando-a, portanto, um instrumento relevante para seus temas estratégicos. Isso pode ser observado no documento do Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa (Agropensa) que elaborou uma visão prospectiva do setor agrícola para os anos 2014 – 2034. 

O uso das geotecnologias na pesquisa agropecuária é uma das premissas para a inteligência e a gestão territorial estratégica e pode fortalecer o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira.