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09/11/17 |   Transferência de Tecnologia

Fórum divulga trabalhos de pesquisa das escolas de Campinas

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Foto: Vivian Chies

Vivian Chies - Desenhos coloridos por alunos que visitaram o espaço da Embrapa no fórum

Desenhos coloridos por alunos que visitaram o espaço da Embrapa no fórum

Com orgulho e muita empolgação, alunos da rede municipal de ensino de Campinas apresentaram ontem, 8 de novembro, os resultados das pesquisas que desenvolveram junto com os professores, no Fórum Estudantil de Pesquisa 2017. Os 68 trabalhos apresentados são frutos do Programa Pesquisa e Conhecimento na Escola (Pesco), uma parceria da Prefeitura Municipal com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

Em execução desde 2008, a parceria já viabilizou a publicação de um atlas da Região Metropolitana de Campinas (RMC), elaborado conjuntamente por pesquisadores da Embrapa Monitoramento por Satélite e professores da rede municipal. Hoje, a publicação é utilizada em sala de aula, para desenvolver diferentes temas com os alunos.

Foi o que fizeram as professoras Amanda Cristina Martins e Paula Tamanho Toniate, que lecionam Ciências e Geografia, respectivamente, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professora Maria Pellegrini de Aguiar. Elas começaram o trabalho utilizando o atlas para os alunos conhecerem a RMC e suas cidades. Depois, como uma lupa que vai detalhando um mapa, foram chegando aos bairros em que moram e estudam, recortando algumas áreas e distribuindo a grupinhos de estudantes para que as analisassem: primeiramente, só o desenho das ruas e quarteirões; em seguida, a mesma área com as imagens de satélite.

Mas as crianças também foram a campo. Com celulares ou câmeras fotográficas, registraram os detalhes do que viram do alto, especialmente o que não agradava aos olhos. “O que a gente viu foi lixo, ruas esburacadas, coisas que a gente não queria ver”, lembra o estudante Samuel Alexandre Bittencourt Vieira, de 12 anos. Os alunos usaram aplicativos para mudar a paisagem, colocando árvores e flores onde havia descuido.

A professora Amanda conta que a atividade permitiu aos alunos desenvolverem o olhar crítico sobre as condições dos locais onde moram e descobrir, por exemplo, que uma área com erosão não deveria estar ali, não deveria existir. “Nós tentamos desenvolver as questões ambientais com eles”, explica. Mesmo depois de terminado este trabalho, as crianças continuam fotografando problemas nos bairros e mostrando para as professoras.
 
Importância da agropecuária
Cristina Criscoulo e o painel que antecipa a 2ª edição do GeoAtlasA pesquisadora Cristina Criscuolo, coordenadora do Pesco na Embrapa, observa que estimular esse olhar crítico sobre os locais em que vivem os alunos tem sido um dos principais resultados do programa. Outra oportunidade de uso do atlas nas escolas é, justamente, despertar a consciência para a importância que a agropecuária desempenha nos municípios e na vida das pessoas. O assunto já está presente na primeira edição da publicação e vai ser aprofundado na segunda – uma prévia dela já foi apresentada no fórum, em um painel no estande da Embrapa. No espaço, as mais de três mil crianças que visitaram o evento assistiram vídeos sobre produção rural, pesquisa e meio ambiente. Também realizaram atividades de desenho e caça-palavras, para aprender e brincar ao mesmo tempo.

A produção agrícola foi o tema do trabalho apresentado pela EMEF Professor Vicente Ráo, onde os alunos estão cuidando de uma horta. A primeira tentativa não deu o resultado esperado: verduras pequenas e murchas. A equipe, então, decidiu investir num estudo mais detalhado do ambiente, inclusive da posição do sol. Para melhorar o solo, investiram em compostagem. As estudantes do 5º ano Evellyn Camily Pereira Fernandes e Tamires Ferraz Ribeiro contam em detalhes como separam e conservam cascas e restos de alimentos para colocar na composteira. Animadas, elas compartilham o que aprenderam distribuindo um folder feito à mão, com muito capricho, por elas e pelos colegas da classe. 

A professora Valéria Alves dos Santos Salgado diz que, cuidando da horta, os alunos aprenderam sobre a importância da água, biodiversidade e até alimentação saudável. Se bem que a Evellyn faz cara feia quando perguntam se ela vai comer o almeirão que será colhido nos próximos dias. Mas os coleguinhas apostam que ela não vai resistir a pelo menos experimentar o alimento que ela mesma produziu.
 
Continuidade
O evento foi prestigiado por autoridades de Campinas: o vice-prefeito, Henrique Magalhães Teixeira; a secretária municipal de Educação, Solange Villon Kohn Pelicer; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, André von Zuben; o diretor da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), José Eduardo Martins; o coordenador do Centro de Excelência de Alto Rendimento (Cear), José Armando Abdalla, representando o secretário municipal de Esportes e Lazer; e o procurador da República no município de Campinas, Aureo Marcus Makiyama Lopes. 

“Os trabalhos apresentados aqui mostram a importância desse movimento da Embrapa, da prefeitura, dos nossos alunos e dos nossos professores”, declarou o vice-prefeito. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Monitoramento por Satélite, José Gilberto Jardine, reafirmou, no evento, o interesse da Empresa em manter a participação no Pesco. “Para nós, é uma satisfação muito grande apoiar o ensino”, garantiu. 

Saiba mais sobre o Pesco.

Vivian Chies (MTb 42.643/SP)
Embrapa Monitoramento por Satélite

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Mais informações sobre o tema
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