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06/11/19 |   Geotecnologia  Transferência de Tecnologia

Equipe levanta mudança na cobertura das terras em Monte Alegre do Sul

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Foto: Embrapa Territorial

Embrapa Territorial - Mapa de cobertura das terras de Monte Alegre do Sul em 1972

Mapa de cobertura das terras de Monte Alegre do Sul em 1972

Mais de 70% de pastagens e manchas urbanas tão pequenas que é preciso olhar bem atentamente para o mapa a fim de identificá-las. Esse é o retrato da cobertura das terras em Monte Alegre do Sul, SP, em 1972. A Embrapa Territorial levantou a situação do município no início da década de 1970 e comparou com o retrato de 2018. A área com pastagens ainda predomina, mas caiu para menos da metade. A silvicultura cresceu 66,79% e os espaços ocupados por matas quase triplicaram.

A Embrapa Terrritorial está desenvolvendo um projeto na cidade, em parceria com a prefeitura, que vai resultar em um geoatlas semelhante aos que foram feitos para Campinas. Ele será voltado ao uso na rede pública de educação e destacará o papel da agricultura na formação do município e na atualidade. A líder do projeto, a pesquisadora Cristina Criscuolo, diz que o trabalho de verificar a dinâmica da agricultura nesse intervalo de 46 anos fará parte do segundo capítulo da publicação, voltado especificamente à produção rural.

O levantamento de cobertura das terras de 1972 foi feito a partir do acervo de fotos aéreas do estado do São Paulo mantido na área de Gestão de Dados e Informações Espaciais da Unidade. O técnico José Paulo Franzin conta que, além do preparo e tratamento de todo o material, o desafio foi identificar as culturas presentes no município com imagens em tons de cinza. Isso sem contar as diferenças de práticas agrícolas entre hoje e 46 anos atrás. “Os espaçamentos da época eram outros”, exemplifica.

Além de Franzin e Cristina Criscuolo, participaram desse trabalho os pesquisadores Cristiaine Kano, Cristina Rodrigues e José Roberto Miranda e a analista Edlene Garçon. Tanto para o mapeamento de 1972 quanto para o de 2018 a equipe consultou dados com os dos censos agropecuários. Para validação dos dados atuais, a equipe também percorreu a área rural do município.

Criscuolo lembra que comentários dos monte-alegrenses durante as visitas à zona rural mostraram-se correspondentes ao que foi encontrado no mapeamento. “Antes aqui era tudo agricultura, agora tem mata”, foi uma das frases ouvidas. 

O planejamento é que o Geoatlas seja utilizado não apenas dentro das salas de aula, mas também em estudos do meio, com os estudantes percorrendo pontos de seu município para estuda-lo. Para Criscuolo, a espacialização das informações em mapas contribui para eles visualizarem as transformações do local onde vivem e a relação delas com a agricultura.

Outros dados

Fundado em 1948, o município de Monte Alegre do Sul tem cerca de 7,5 mil habitantes e integra o chamado Circuito das Águas Paulista. O trabalho da equipe da Embrapa Territorial mostra que, depois das pastagens e da silvicultura, a atividade rural com mais espaço é a das culturas temporárias (4,9% das terras), com destaque para a produção de morango e chuchu. 

Outro destaque é a cafeicultura, com 4,1% do território municipal. Os cafezais ocupam hoje quase o dobro do que ocupavam em 1972. A comercialização dos grãos torrados e moídos para turistas que visitam a região chama a atenção.

Vivian Chies (MTb 42.643/SP)
Embrapa Territorial

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