Cultivares de Uva e Porta-Enxertos de Alta Sanidade

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Porta-Enxerto | 101-14 MGT

101-14 MGT

Descrição:

É uma cultivar de porta enxerto, resultante do cruzamento de Vitis riparia x Vitis rupestris

Origem:

Os trabalhos iniciais de cruzamento iniciaram com Vitis berlandieri, buscando resistência a filoxera e calcário tolerante. Porém, seu uso direto nunca foi possível, pois seu enraizamento e enxertia são difíceis. Assim, em 1882, na França, a partir de trabalhos realizados no Institut National de la Recherche Agronomique,  Alexis Millardet e Marques du Grasset, iniciaram uma série de hibridizaçõe deste material com outras espécies de Vitis. A partir destes cruzamentos, tornou-se também promissor o cruzamento entre as espécies Vitis riparia com Vitis rupestris, gerando o porta enxerto 101-14 MGT, tendo como diferencial a resistência aos nematóides do anel e filoxera. Seu processo de introdução na Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves / RS) deu-se em 1982, sendo registrado no Banco Ativo de Germoplasma da Videira. Posteriormente, a partir de estacas vegetativas, plantas foram formadas e submetidas ao tratamento térmico in vivo para remoção viral durante dois ciclos sequenciais de calor (totalizando 153 dias). Após este processo, secções vegetais foram retiradas e estabelecidas in vitro. Estas novas plantas, foram indexadas continuamente por métodos biológicos e moleculares para comprovação de sua sanidade em relação aos principais vírus que infectam a videira, especialmente: os vírus do complexo do enrolamento-da-folha; os vírus do complexo do intumescimento-dos-ramos; o vírus da degenerência-da-videira; o vírus da mancha-das-nervuras e o vírus da caneluras-do-tronco. Em 2007, o material de sanidade superior foi introduzido em Unidade de Validação de Termonúmeros, na Embrapa Uva e Vinho em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Em 2013, depois de confirmada sua normalidade agronômica, identidade genética e sanidade viral; foi solicitada sua inserção no Registro Nacional de Cultivares/MAPA, tendo a Embrapa como uma de suas mantenedoras. Em 2014, ocorreu o primeiro edital de comercialização do material vegetal para constituição de jardins clonais em viveiristas licenciados pela Embrapa

Características:

Efeito na copa: Vigor: diminui; Maturação: antecipa
Características Biológicas: Ciclo vegetativo: muito precoce; Enraizamento: Alto
Características Morfológicas: Folha adulta: inteira, limbo verde-claro, formando dois planos separados pela nervura mediana, liso, nervuras vermelhas na base, apresentando tufos de pelos nas bifurcações, seio peciolar em U, aberto. Flores: femininas. Ramos: vermelhos, glabros, com extremidade bronzeada, pubescente, recurva, folhas jovens bronzeadas, brilhantes
Resistência à pragas e doenças: à Antracnose: baixa; ao Míldio: alta; à Fusariose: média-baixa; à Filoxera nas raízes: alta; à Nematóides: moderada
Tolerância a tipos de solos: Solos secos: muito baixa; solos salinos: moderada; solos ácidos: muito baixa
Região de adaptação: RS, SC, PR, SP, MG, BA e PE

Ano de lançamento da tecnologia: 2014

Mais informações e onde comprar (viveiristas licenciados): Processo de Limpeza em Porta Enxertos de Domínio Público para Obtenção de Qualidade Fitossanitária Superior