Cultivares de Uva e Porta-Enxertos de Alta Sanidade

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Porta-Enxerto | IAC 766 Campinas

IAC 766 Campinas

Descrição:
É uma cultivar de porta enxerto, resultante do cruzamento de Riparia do Traviú x Vitis Caribaea

Origem:
Desde 1943, no Instituto Agronômico, desenvolve-se programa traçado para prover a viticultura de abundante material melhorado para múltiplas finalidades. Para metodizar o trabalho, diversas variedades de videira usadas nas hibridações foram reunidas em grupos de conformidade. Ao total eram cinco grupos. Do cruzamento entre os grupos I e V, foram obtidos os porta-enxertos com características ditas "Tropicais". A cultivar IAC 766 é resultante do cruzamento do porta-enxerto Ripária do Traviú com a espécie de videira tropical Vitis caribaea, realizado por Santos Neto em 1958 em Campinas e lançada como cultivar em 1970. Seu processo de introdução na Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves / RS) deu-se em 1983. Posteriormente, a partir de estacas vegetativas, plantas foram formadas e submetidas ao tratamento térmico in vivo para remoção viral durante três ciclos sequenciais de calor (totalizando 66 dias). Posteriormente a este processo, secções vegetais foram retiradas e estabelecidas in vitro. Estas novas plantas, foram indexadas continuamente por métodos biológicos e moleculares para comprovação de sua sanidade em relação aos principais vírus que infectam a videira, especialmente: os vírus do complexo do enrolamento-da-folha; os vírus do complexo do intumescimento-dos-ramos; o vírus da degenerência-da-videira; o vírus da mancha-das-nervuras e o vírus da caneluras-do-tronco. Em 2007, o material de sanidade superior foi introduzido em Unidade de Validação de Termonúmeros, na Embrapa Uva e Vinho em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Em 2013, depois de confirmada sua normalidade agronômica, identidade genética e sanidade viral; foi solicitada sua inserção no Registro Nacional de Cultivares/MAPA, tendo a Embrapa como uma de suas mantenedoras. Em 2014, ocorreu o primeiro edital de comercialização do material vegetal para constituição de jardins clonais em viveiristas licenciados pela Embrapa

Principais Características:
Efeito na copa: Vigor: aumenta
Características Biológicas: Enraizamento: alto
Características Morfológicas: Folha adulta: lobos foliares pouco nítidos e base foliar bem fechada com os bordos quase se sobrepondo. Coloração  verde-escura na face superior e levemente mais clara na inferior; pilosidade ocorre em ambas as faces. broto terminal bronzeado ou verde-bronzeado, com abundantes pêlos simples curtos e lanuginosos, ambos brancacentos. Flores: masculinas. Ramos: Perdem as folhas no período de dormência. 
Resistência à pragas e doenças: à Antracnose: média; ao Míldio: alta; à Fusariose: alta; à  Filoxera nas raízes: alta; aos Nematóides: alta
Região de adaptação: RS, SC, PR, SP, MG, BA, PE, ES, RJ, CE, RN e MS
Tolerância a tipos de solos: adaptado a solos argilosos, arenosos e ácidos

Ano de lançamento da tecnologia: 2014

Mais informações e onde comprar (viveiristas licenciados): Processo de Limpeza em Porta Enxertos de Domínio Público para Obtenção de Qualidade Fitossanitária Superior