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Gênero, diversidade e agricultura serão debatidos na Embrapa
Em 16 de março, a partir das 9h, questões de gênero, diversidade e agricultura serão debatidos na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). As coordenadoras do evento são Maria de Cléofas Alencar, Analista de Informação e Maria Katy Anne Guimarães, Analista, ambas da Embrapa Meio Ambiente. Maria de Cleofas é a Representante da Unidade no Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade da Embrapa, programa que fomenta a equidade nas práticas de gestão de pessoas e no ambiente organizacional, fundamentado no respeito à diversidade, resultando na heterogeneidade de soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para sustentabilidade da agricultura.
Na programação, palestra sobre mobilidade e inclusão no processo de globalização e circulação do conhecimento, com Maria Conceição da Costa. Além de professora e pesquisadora do IGE/Unicamp, coordenou a Equipe Miseal Brasil – Projeto Medidas de Inclusão Social e Equidade em Instituições de Ensino Superior na América Latina, que contribuiu para melhorar as estratégias e os mecanismos de acesso, assim como as condições de permanência e mobilidade de pessoas pertencentes a grupos pouco favorecidos ou vulneráveis em instituições de educação superior da América Latina. O projeto envolve 4 Instituições europeias e 12 latino-americanas e recebeu o prêmio Margherita von Brentano de 2013 por proposta do Conselho Universitário da Mulher, um dos mais reconhecidos na promoção das trajetórias de mulheres dentro da universidade na República Federal da Alemanha.
O Miseal, conforme Maria Conceição, deu ênfase especial à interseção dos diversos marcadores de diferenças, como etnia/raça, gênero, idade e condição socioeconômica. "É a partir desses marcadores que nós desenvolvemos medidas para melhorar os mecanismos de inclusão social e equidade relativos às três carreiras, dado que cada uma tem os seus problemas. Trata-se de iniciativa fundamental, pois o nível de exclusão ainda é grande. Depois de 30 anos de docência, ainda me pergunto: onde estão os alunos negros da Unicamp? Eu ando pelo campus e não os encontro", exemplifica.
A segunda palestra – Inclusão social de gênero em C&T, será proferida por Rebeca Buzzo Feltrin. Rebeca atuou como pesquisadora contratada pelo projeto Miseal Brasil e pesquisadora colaboradora do Departamento de Política Científica e Tecnológica e coordenadora do Observatorio Transnacional de Inclusión Social e Equidad en la Educación Superior (OIE).
Logo após, Márcia Tait Lima, aborda o tema mulheres camponesas: soberania alimentar, autonomia e feminismo nas lutas atuais no Brasil e Argentina. Atualmente, Márcia é pesquisadora dos grupos: Gapi/Unicamp, Agroecologia/IEA/USP, Rede de Agroecologia (Unicamp). É também pesquisadora associada do Labjor/Unicamp e integrante da Plataforma Sementeia e da Rede de Experiências, Tecnologias e Inovações em Saúde.
Para finalizar, Waldir José de Quadros, fala sobre a convivência com a diversidade. O professor tem experiência na análise da realidade socioeconômica brasileira, com ênfase em estratificação e mobilidade social.
Perspectivas latino-americanas
Maria de Cleofas é uma das autoras do capítulo Intersecções e interações: gênero em ciências e tecnologias na América Latina do livro Perspectivas latinoamericanas en el estudio social de la ciencia, la tecnología y la sociedad, editado em conjunto por Siglo XXI México, pelo Foro Consultivo Científico e Tecnológico de México, pela rede Esocite e pela rede Cyted, 2014. Conforme a analista, a iniciativa de se problematizar os estudos de gênero, feminismo, mulheres e suas intersecções no campo de estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade –CTS, busca identificar tendências, escolhas temáticas, dificuldades metodológicas e, em que medida, em alguns países latino-americanos, os estudos de gênero conferem atenção aos estudos de CTS.
O capítulo considera aspectos dessa produção marcada ainda hoje por sua dispersão, em diferentes veículos de produção científica, como particularmente nas publicações produzidas a partir dos já nove Congresos Iberoamericanos de Ciencia, Tecnología y Género e em produções reunidas nas também nove Jornadas Latino-americanas de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (Esocite). Considera também revistas de abrangência latino-americana do campo de estudos de CTS como redes, revistas de dimensões mais abrangentes em Ciências Sociais e História, além de periódicos voltados ao estudo das relações de gênero, feminismos, mulheres como os Cadernos Pagu, a Revista Estudos Feministas, entre outras. Aponta, a partir de exemplos de estudos de pós graduação, particularmente no Brasil, perspectivas para o avanço das tão necessárias intersecções de Gênero, Ciência e Tecnologia -GCT.
O Programa Pró-Equidade da Embrapa
Desde 2007, a Embrapa adere voluntariamente ao Programa. Atualmente, a iniciativa também abrange corporativamente a dimensão de Pessoas com Deficiência. A realização de campanhas internas, ações informativas e organização de eventos estão entre as principais ações contínuas do Programa Pró-equidade de Gênero, Raça e Diversidade.
Os interessados em participar, por favor, encaminhem e-mail para cleofas.alencar@embrapa.br ou Mariakaty.Guimaraes@embrapa.br
Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente
meio-ambiente.imprensa@embrapa.br
Telefone: 19 3311 2608
