16/04/15 |   Segurança alimentar, nutrição e saúde

Embrapa realiza debate sobre segurança alimentar e nutricional

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Foto: Aline Bastos

Aline Bastos - Da esquerda para a direita - Veruska Prado (UFG e UFRRJ), Francisco Menezes (IBASE) e Maria Consolación Villafane Udry (Embrapa).

Da esquerda para a direita - Veruska Prado (UFG e UFRRJ), Francisco Menezes (IBASE) e Maria Consolación Villafane Udry (Embrapa).

A mesa redonda "Segurança Alimentar e Nutricional: percurso, pesquisa, perspectiva" promovida pela Embrapa no dia 10 de abril reuniu mais de 60 pessoas de mais de 20 instituições públicas, privadas e do terceiro setor interessadas em discutir o tema. "Pretendemos realizar uma série de debates com o objetivo de fornecer contribuições da pesquisa agropecuária e da ciência de alimentos para a 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional, e ouvir as demandas do público para subsidiar a nossa agenda de pesquisa", informou Lourdes Cabral, chefe-geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ).

Segurança alimentar e nutricional relaciona-se com oferta de alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo. É um tema de interesse de toda a população; e não só daquelas pessoas em condição de vulnerabilidade. "O Brasil passou do paradigma da quantidade de alimentos e combate à fome da década de 90, para se voltar atualmente para a qualidade dos alimentos que se consume", afirmou Francisco Menezes do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Em sua fala no evento, o pesquisador abordou a trajetória da política e do sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no Brasil, desde a campanha "Ação da Cidadania pela Fome e pela Vida"; passando por outras políticas públicas que tornaram o país referência mundial nesse tema, tais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Um avanço legal nesse sentido foi a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) em 2006, com o objetivo de garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada, através da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN). E a inserção da alimentação como um direito social previsto pela Constituição Brasileira por intermédio da emenda nº64/2010.

Apresentar a agenda de pesquisa e os principais desafios de P&D ligados à Segurança Alimentar e Nutricional ficou a cargo da professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Veruska Prado. "A pesquisa em segurança alimentar vem acontecendo de forma participativa no Brasil, agregando o conhecimento científico com o tradicional. A pró-Rede de Pesquisadores em SAN é um reflexo dessa realidade, pois integra não apenas cientistas, mas também membros da sociedade civil que constroem conhecimento nessa área", conta a pesquisadora. Para a especialista, ampliar a discussão nesse tema é fundamental para que as demandas sociais por alimentos seguros e saudáveis continuem sendo atendidas no Brasil. "É preciso trabalhar ainda mais de forma interdisciplinar, levando as áreas científicas ligadas à Agricultura, à Nutrição e à Saúde a dialogar com os saberes tradicionais", ressaltou.

Para a pesquisadora da Embrapa, Maria Consolación Udry, a prioridade da pesquisa deve ser a cesta de alimentos básicos, buscando respeitar a diversidade regional. Ela apontou, que, cada vez mais, a sociedade irá buscar uma alimentação mais saudável para promoção da saúde e prevenção de doenças. "É importante entender que a procura por alimentos de qualidade vai além do processo produtivo. Está relacionada aos hábitos alimentares, influenciados pela mídia e pelo Estado", disse.

A participante Virgínia da Matta, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, ressalta a importância dessas discussões sobre segurança alimentar com foco na qualidade dos alimentos. Nesse sentido, ela destaca que a área de tecnologia de alimentos está cada vez mais voltada tanto para o desenvolvimento de alimentos com potencial funcional , como para a preservação dos compostos de interesse durante o processamento industrial. "Na área de agroindústria de alimentos há um campo imenso de atuação, especialmente no desenvolvimento de alimentos mais saudáveis ou direcionados a grupos populacionais específicos, como os isentos de glúten, açúcar e gordura", conclui.

Oficina sobre redução de perdas e desperdício de alimentos acontece no final do mês

No dia 30 de abril, a Embrapa Agroindústria de Alimentos promove a oficina Redução de Perdas e Segurança Alimentar e Nutricional . O evento visa avançar no conhecimento desta realidade por meio do diálogo entre segmentos sociais, instituições, gestores públicos e pesquisadores, interessados em contribuir para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e para a solução de problemas relacionadas às perdas e desperdícios de alimentos.

Para o evento estão confirmadas as participações do prof. Walter Belik, do Núcleo de Economia Agrícola da Unicamp, de Waldir de Lemos, presidente da ACEGRI e da Câmara Temática da Cadeia Produtiva de Hortaliças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Maria Ângela Girioli - Gerente de Coordenação de Programas de Assistência Alimentar Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte.

 

Oficina Redução de Perdas e Segurança Alimentar e Nutricional

Data: 30 de abril (quinta-feira)

Horário: 8h30 às 16h30

Local: Embrapa Agroindústria de Alimentos - Av. das Américas, 25710 - Guaratiba - Rio de Janeiro/RJ

Inscrições e mais informações com Natália Souza Mercês: 21 3622-9650 e natalia.merces@embrapa.br.

 

Aline Bastos (MTB 31.779/RJ)
Embrapa Agroindústria de Alimentos

label-contato-imprensa

Telefone: 21-3622-9600

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/