BIOMAS: MATA ATLÂNTICA

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A Mata Atlântica originalmente estendia-se por 1.300.000 km², ou cerca de 15% do território nacional. Estende-se ao longo da costa brasileira entre os paralelos 30ºS (Rio Grande do Sul) e 6ºS (Rio Grande do Norte). Atualmente, restam menos de 8% da área original. Esse bioma foi intensamente explorado desde a época do descobrimento do Brasil e sofreu intenso processo de urbanização, sendo que, hoje, vive nele mais de 60% da população brasileira. Apesar do intenso processo de ocupação, ainda abriga nos remanescentes originais, com relevo fortemente ondulado, alta diversidade de espécies da fauna e da flora que estão muito ameaçadas. Por isso, é citado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como um dos dois biomas brasileiros prioritários para conservação. O clima da Mata Atlântica tem ampla variabilidade, devido sua extensão ao longo da costa brasileira. Possui aspectos que incluem características dos biomas com os quais faz limite: Pampa, Cerrado e Caatinga. Caracteriza-se pela ocorrência de dupla estacionalidade climática: uma tropical, com intensas chuvas de verão, seguidas de estiagens acentuadas; e outra subtropical, sem período seco característico, mas com seca fisiológica, que é provocada pelo frio de inverno, com temperatura média inferior a 15ºC. Na região Sul, o bioma abrange os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde se destacam o plantio de lavouras de trigo, arroz, milho, soja, café, cultivos de eucaliptos e pinus, além da pecuária de corte e de leite. Nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, na região Sudeste, destacam-se a produção da cana-de-açúcar, soja, citros e cultivos de eucaliptos e pinus e também as lavouras de algodão, milho, arroz, mamona e amendoim, e a pecuária de corte e leite, entre outros. A Zona da Mata ou Mata Atlântica do Nordeste corresponde à parte da fachada oriental da Região, e abrange porções do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. É uma faixa territorial onde a cana-de-açúcar é a cultura mais expressiva, seguida da pecuária de corte com pastagens introduzidas, da fruticultura e do reflorestamento com eucalipto para madeira e bioenergia. Em termos ambientais, a baixa sustentabilidade é uma característica comum nessa área, que se traduz pela abundância de terras desmatadas. O clima chuvoso e quente, solos pobres em grande parte da região e relevo acidentado demandam uma atividade agropecuária com caráter conservacionista. Mas a elevada densidade populacional da região exige, da mesma forma, a conservação adequada dos recursos naturais, de forma a contemplar o lazer, o suprimento de água potável e o controle das enchentes. Além disso, dadas as suas características topográficas, onde grande parte das áreas com potencial produtivo estão localizadas em áreas de preservação permanente, as atividades agropecuárias e de silvicultura ficam restringidas pelas disposições da legislação ambiental. Assim, os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta ganham especial destaque, como alternativa de uso do solo, na medida em que proporcionam maior sustentabilidade da produção agrossilvipastoril, pela melhoria de atributos físicos e químicos do solo, melhores condições de conservação da água e do solo, principalmente em relevos acidentados e susceptíveis à erosão.