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Embrapa Algodão e Empaer planejam ações em ILPF na Paraíba

Foto: Edna Santos

Edna Santos - Campo experimental da Empaer, em Lagoa Seca

Campo experimental da Empaer, em Lagoa Seca

Equipes da Embrapa Algodão e da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária – Empaer se reuniram no final de março para planejar as ações conjuntas voltadas para a ampliação do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – ILPF no Estado. O encontro aconteceu no campo experimental da Empaer, em Lagoa Seca, onde há seis anos as instituições conduzem uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) em ILPF, com foco na experimentação e divulgação dos resultados desse sistema na região Semiárida.

O supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão José Geraldo Di Stefano explica que este ano serão conduzidas duas URTs no estado, uma em Lagoa Seca, com foco na produção de alimento e outra em Alagoinha, com ênfase na pecuária. “O nosso objetivo com essas URTS é mostrar que é possível o produtor ter forragem, alimento, água, solo produtivo e ainda fortalecer o seu negócio, ficando menos vulnerável aos períodos de estiagem”, afirmou.

O agrônomo da Empaer Ivanildo Albuquerque pontuou que devem ser priorizadas as culturas tradicionalmente já cultivadas na região. “Culturas como a batata, o feijão carioquinha, mandioca e feijão caupi já têm mercado estabelecido, condições climáticas favoráveis e os produtores já conhecem o manejo, por isso, tem mais chances de serem bem-sucedidas”, disse. Para o componente arbóreo a equipe da Empaer sugere que sejam testados citrus. Além disso, serão cultivados milho e pastagem.

Durante a reunião foram debatidas questões como manejo de doenças, variedades resistentes, mecanização agrícola para pequenas propriedades, bem como estratégias para lidar com a baixa precipitação, entre elas o plantio direto, para evitar que se perca a água das primeiras chuvas.

Ivanildo Albuquerque observou que a cada ano os solos da Paraíba estão ficando menos produtivos e o ILPF é o único modelo que pode mudar essa realidade. “O bom desse modelo é que ele permite você recuperar a terra e explorar ao mesmo tempo”, avalia.

Unidades de Referência Tecnológica
A Embrapa Algodão, em parceria com a Embrapa Solos, a Empaer e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), vem trabalhando desde 2015 com duas URTs para demonstração das práticas do Sistema ILPF na região Agreste do Semiárido, em Alagoinha e Lagoa Seca, Paraíba. Estão sendo testados diversos tipos de consórcio de milho com diferentes tipos de pastagens e leguminosas (crotalária e feijão guandu), que vem mostrando grande potencial para ser utilizado na região, principalmente o consórcio milho com braquiárias e milho com braquiárias e leguminosas. O componente florestal nas URTs, gliricídea, leucena, sabiá e ipê, plantados em renques (Alagoinha) ou sobre os terraços (Lagoa Seca), são fonte de alimento para os animais, nitrogênio e matéria orgânica para o solo e energia na forma de madeira, além de contribuir para o conforto térmico dos animais durante o pastejo.

Além das URTs, as duas instituições também serão parceiras num trabalho de recuperação de áreas degradadas na estação experimental de Tacima, utilizando-se de consórcios com algodão, gergelim, sisal, palma, forrageiras e produção de madeira.

Plano ABC na Paraíba

Coordenado pelo Mapa em nível nacional, o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura - Plano ABC, é uma política pública composta de um conjunto de ações que visam promover a ampliação da adoção de algumas tecnologias agropecuárias sustentáveis com alto potencial de mitigação das emissões de gases de efeito estufa e combate ao aquecimento global. O Plano ABC foi estruturado em sete Programas: 1) Recuperação de Pastagens Degradadas; 2) Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); 3) Sistema Plantio Direto (SPD); 4) Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN); 5) Florestas Plantadas; 6) Tratamento de Dejetos Animais; e, 7) Adaptação a Mudanças Climáticas.

As URTs são parte do Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – Plano ABC Paraíba que tem como objetivo ampliar a área de Integração Lavoura Pecuária e Sistema Plantio Direto no estado. A meta é plantar 6 mil hectares no estado com Integração Lavoura-Pecuária, 6,5 mil hectares com áreas de Sistema Plantio Direto e 100 mil hectares de pastagens recuperadas ou renovadas. A partir dos resultados obtidos com esses experimentos a Embrapa e Empaer podem fazer as indicações para os produtores introduzirem essas práticas no estado e com isso atingir as metas estabelecidas no Plano ABC.

Edna Santos (MTB-CE 01700)
Embrapa Algodão

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