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Integração Lavoura, Pecuária e Floresta foi pauta do dia de campo do Pradam em Sinop

Foto: Vanessa Kienen

Vanessa Kienen -

Participar de um dia de campo do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia (Pradam) é tão importante que os estudantes da Escola Técnica Federal de Mato Grosso – Campus São Vicente -, Isabela Cristina Alves da Silva, Rita de Cassia Ortiz Silva e Jordam Rodrigues de Sousa Almeida viajaram 600 quilômetros de carona. Eles saíram da Escola que fica a 100 quilômetros de Cuiabá e foram até Sinop, 500 quilômetros da Capital, onde foi realizado o Dia de Campo do Pradam. Com duas estações e vários assuntos, o evento teve como objetivo mostrar as vantagens e resultados de pesquisas realizadas pela Embrapa Agrossilvipastoril.

De acordo com o assessor técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-Brasil), Mauro Faria, o objetivo do Pradam é disseminar práticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) na região amazônica.

"O projeto mostra aos produtores que com tecnologias ABC é possível produzir em áreas já abertas e que não há necessidade de avançar sobre as florestas para impulsionar a produtividade nas propriedades", ressalta.

O coordenador da Equipe de Assistência Técnica e Gerencial do Senar-MT, Armando Urenha, acrescenta que no primeiro ano do Pradam, em 2016, o Senar mobilizou 1.113 produtores para 11 eventos. Nestes encontros foram abordados assuntos como: sistema plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, florestas plantadas e sistemas agroflorestais.

Urenha conta ainda que o Senar, juntamente à Embrapa Agrossilvipastoril, também foi responsável pela capacitação de 40 técnicos de assistência técnica pública e privada. Participaram desta capacitação representantes de Rondônia, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Maranhão. O assunto foi tecnologias produtivas adaptadas ao Bioma Amazônia e em sua metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (AteG).

Já este ano, em Sinop, o assunto do Dia de Campo foi Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Dividido em duas estações e ainda uma visita à sala de ordenha do campo de experimento, o evento reuniu mais de 80 pessoas incluindo técnicos e estudantes.

De acordo com os analistas da Embrapa Valéria Spyridion Moustacas e Diego Batista Xavier a novidade da sala de ordenha é um software que identifica a capacidade de produção de cada animal.

"Ele lê e armazena vários dados como a velocidade do fluxo de leite, a produtividade individual de cada animal e vários outros", explica Valéria.

"É uma ferramenta que vai ajudar o produtor no manejo e, isso faz toda a diferença na tomada de decisão”, acrescenta Xavier.

Ainda na primeira estação a doutoranda da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Carolina Delta Giustina falou sobre sua pesquisa que trata de integração de árvores frutíferas e a criação de bezerras. Segundo ela, estão sendo testadas cinco variedades de frutas, sendo duas de caju, uma de acerola, cajá e goiaba.

"O objetivo é saber qual a sombra que é a melhor para o desenvolvimento de cada animal".

A bolsista falou ainda sobre a alimentação, peso, desmama e vários outros assuntos relacionados à sua pesquisa.

O pesquisador Luciano Lopes, por sua vez, abordou o conforto térmico e os benefícios do sombreamento de pastagens para os animais de leite.

Já na segunda estação o assunto foi o uso do componente florestal em sistemas integrados de produção de leite. Hélio Tonini e Diego Antônio foram os palestrantes deste assunto. Além disso, a produção de alimentos em sistemas integrados (ILPF) também foi abordado pelo técnico da Embrapa Cledir Schuck e pela pesquisadora Roberta Carnevalli, que junto com a Aline Barros falou sobre o manejo de pastagens e animais em sistemas integrados (ILPF).

Para os técnicos agrícolas, José da Silva Castro e Roberto de Arruda Freire o evento foi bastante produtivo.

De acordo com os analistas da Embrapa Valéria Spyridion Moustacas e Diego Batista Xavier a novidade da sala de ordenha é um software que identifica a capacidade de produção de cada animal.

"Ele lê e armazena vários dados como a velocidade do fluxo de leite, a produtividade individual de cada animal e vários outros", explica Valéria.

"É uma ferramenta que vai ajudar o produtor no manejo e, isso faz toda a diferença na tomada de decisão”, acrescenta Xavier.

Ainda na primeira estação a doutoranda da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Carolina Delta Giustina falou sobre sua pesquisa que trata de integração de árvores frutíferas e a criação de bezerras. Segundo ela, estão sendo testadas cinco variedades de frutas, sendo duas de caju, uma de acerola, cajá e goiaba.

"O objetivo é saber qual a sombra que é a melhor para o desenvolvimento de cada animal".

A bolsista falou ainda sobre a alimentação, peso, desmama e vários outros assuntos relacionados à sua pesquisa.

O pesquisador Luciano Lopes, por sua vez, abordou o conforto térmico e os benefícios do sombreamento de pastagens para os animais de leite.

Já na segunda estação o assunto foi o uso do componente florestal em sistemas integrados de produção de leite. Hélio Tonini e Diego Antônio foram os palestrantes deste assunto. Além disso, a produção de alimentos em sistemas integrados (ILPF) também foi abordado pelo técnico da Embrapa Cledir Schuck e pela pesquisadora Roberta Carnevalli, que junto com a Aline Barros falou sobre o manejo de pastagens e animais em sistemas integrados (ILPF).

Para os técnicos agrícolas, José da Silva Castro e Roberto de Arruda Freire o evento foi bastante produtivo.

"Já tínhamos ouvido falar sobre a integração lavoura, pecuária e floresta, mas neste evento tivemos a oportunidade de ver como funciona cada parte do sistema e ainda tirar todas as dúvidas", enfatiza Castro.

"Já para mim foi importante ver o quanto é vantajoso ter um pasto com sombra. A partir de agora vamos acompanhar de perto estas pesquisas", acrescentou Freire.

Já para o trio formado por Isabela Cristina Alves da Silva, Rita de Cassia Ortiz Silva e Jordam Rodrigues de Sousa Almeida que viajou 600 quilômetros de carona para participar do Dia de Campo do Pradam, o evento foi trouxe conhecimento e aprendizado. Eles anotam tudo o que foi dito e fizeram diversas perguntas.

"Além de conhecimento, é uma experiência fantástica", resume Jordam, que mora no município de Formosa (GO) e estuda em Mato Grosso.

O Pradam é uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural  com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Embrapa.

Elaine Perassoli (Assessoria de Imprensa Senar-MT)
Embrapa Agrossilvipastoril

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/